Essência

A certeza da ressurreição em Cristo transforma radicalmente a vida e a esperança dos que creem. A morte perdeu seu poder, pois Jesus venceu e abriu o caminho para uma nova vida, onde a identidade do cristão está firmada em Cristo, a cabeça da Igreja. A expectativa do retorno do Senhor e do estabelecimento do Seu reino enche o coração de alegria, confiança e desejo de viver plenamente a vida do Espírito, aguardando o dia em que toda a criação verá a vontade de Deus realizada sobre a terra.

O ponto de partida

O desejo de reencontrar os irmãos e celebrar juntos na presença de Deus reacende a lembrança das festas de louvor e comunhão. Mesmo em tempos de separação, a unidade permanece em torno do Senhor. Surge, então, a recomendação de abençoar uns aos outros, fundamentada em : “Dai, e dar-se-vos-á…”. O Evangelho é recebido como dádiva, e assim também deve ser praticado, especialmente em tempos difíceis.

Desenvolvimento da Palavra

A vitória sobre a morte e o poder da ressurreição

A narrativa de um Lorde inglês, que ao tentar fugir de uma praga foi confrontado por seu empregado sobre a presença de Deus, ilustra que a segurança não está em mudar de lugar, mas na confiança de que Deus é onipresente e cuida dos Seus em qualquer situação. O Salmo 23 é apresentado como expressão dessa confiança: mesmo no vale da sombra da morte, não há temor, pois o Senhor está presente. A menção à sombra da morte ressalta que, após a obra de Cristo, só restou a sombra, pois Jesus venceu a morte. Assim como a sombra de um leão não morde, a morte já não tem poder sobre os que estão em Cristo.

A ressurreição de Jesus é vista como triunfo absoluto sobre as trevas, o pecado e a mortalidade. Em 1 Coríntios 15:55-56, a morte é comparada ao ferrão de uma abelha: ao ferir Jesus na cruz, perdeu seu poder. O mesmo se dará com o anticristo, cuja aparição será apenas o prenúncio de sua derrota final, pois o Senhor triunfará e estabelecerá Seu reino. A ressurreição traz vida e incorrupção, tornando os crentes participantes da imortalidade e incorruptibilidade em Cristo.

Identidade em Cristo e a esperança da ressurreição

A ressurreição de Cristo é a garantia da ressurreição dos que creem. Em 1 Coríntios 15:20-22, Cristo é apresentado como as primícias dos que dormem, e todos os que estão em Cristo serão vivificados. Permanecer em Adão é permanecer na morte; assumir a vida de Cristo é experimentar a vivificação e a esperança da ressurreição. A fé na ressurreição é essencial para a salvação, como ensina : crer no coração e confessar com a boca traz a vida de Cristo para dentro do crente, libertando-o do medo da morte.

Cristo é a cabeça do corpo, a Igreja (Colossenses 1:18). Não há salvação fora da união com o corpo de Cristo, pois a identidade do cristão está em estar ligado à cabeça. Um corpo sem cabeça não tem imagem, e assim também, quem não está unido a Cristo perde sua identidade. A Igreja é edificada sobre Cristo, a pedra principal, e a ressurreição O constitui como cabeça no céu, de onde vem a identidade e a esperança dos salvos.

Acesso ao Pai, transformação e o reino vindouro

A morte de Jesus rasgou o véu do templo, abrindo o acesso direto ao Pai (Mateus 27:50-53). Se Jesus não tivesse morrido, o véu jamais teria sido rasgado, e a comunhão com Deus seria impossível. Agora, pela fé, é possível ter comunhão plena com Deus em qualquer lugar. A ressurreição de Cristo é também a antecipação da ressurreição dos santos, como visto nos corpos ressuscitados que apareceram após a ressurreição de Jesus.

A esperança do cristão é a reunião dos santos, a transformação do corpo abatido em corpo glorioso, semelhante ao de Cristo (). O poder que opera essa transformação é o mesmo que ressuscitou Jesus dentre os mortos (). O testemunho de servos fiéis, que servem até o fim da vida, inspira a perseverança, pois o verdadeiro júbilo virá quando Cristo voltar e transformar os corpos dos que O servem.

A imagem do terreno, herdada de Adão, será substituída pela imagem do celestial, Cristo (1 Coríntios 15:49). Viver em Cristo é deixar de lado a vida de Adão, marcada pela morte, e assumir a vida do Senhor, marcada pela vitória e esperança. A expectativa é de que, em breve, o Senhor ressuscitará os corpos mortais, transformando-os para celebrar as bodas do Cordeiro e participar do banquete celestial.

O reino de Cristo será estabelecido sobre a terra, como profetizado em . Diferente dos reinos humanos, o domínio de Jesus será eterno e inabalável. A oração “venha o teu reino” será plenamente respondida, e a vontade de Deus, que é o próprio Cristo, será feita na terra como no céu. O reino será estabelecido após o arrebatamento, quando a Igreja se encontrará com Cristo e, posteriormente, descerá com Ele para reinar.

A proclamação de Apocalipse 5:9-10 revela que Jesus, ao ser morto, comprou para Deus pessoas de toda tribo, língua, povo e nação, sem distinção. A salvação é igual para todos, pois Jesus é o caminho, a verdade e a vida. Ele não apenas ensinou sobre a ressurreição, mas é a própria ressurreição. Não basta conhecer a doutrina; é necessário experimentar Cristo como a ressurreição e a vida.

Nossa resposta ao Senhor

A resposta é viver cheios do Espírito, crendo e se alegrando em Cristo, aguardando com expectativa a Sua volta e a plena manifestação do Seu reino. A oração final expressa gratidão, confiança e entrega ao Senhor, reconhecendo Sua autoridade e ansiando pelo dia em que governará com justiça sobre toda a terra.

Para guardar

  • A morte perdeu seu poder para quem está em Cristo.
  • A identidade do cristão está em estar unido à cabeça, Jesus.
  • A esperança da ressurreição e do reino vindouro sustenta a vida de fé.