Essência

Louvar ao Senhor é mais do que um ato de adoração; é a expressão viva da fé e da gratidão por tudo que Deus fez. O louvor é a força que sustenta o crente, especialmente em meio às dificuldades, e revela a abundante graça de Deus. A experiência de Davi e dos filhos de Coré mostra que, mesmo diante de adversidades, o louvor é fruto de uma obra consumada e da misericórdia divina.

O ponto de partida

A dinâmica espiritual de Davi é destacada como exemplo de alguém que era batalhador e poderoso em Deus. O texto-base é Salmo 34:1-3, onde Davi afirma que louvará ao Senhor em todo tempo, e convida a congregação a engrandecer e exaltar o nome do Senhor juntos.

Desenvolvimento da Palavra

O poder do louvor e a importância de abrir a boca

O louvor é apresentado como uma força sobrenatural, suscitada até mesmo das crianças e dos que mamam, conforme a palavra do Senhor Jesus. A Bíblia mostra que Abraão foi fortalecido na fé dando glória a Deus, e muitos permanecem fracos por não louvarem, por não abrirem suas bocas para expressar o contentamento com Deus. Quando se abre a boca, um poder é suscitado da parte de Deus. Se adultos permanecem letárgicos, Deus move as crianças para manifestar força através do louvor.

A reunião dos santos é feita pela fé, mas há jovens que, na hora do louvor, permanecem apáticos, de boca fechada. O Senhor deseja despertar cada um para dar importância ao louvor, pois ele revela o valor que Deus tem em nossas vidas. O louvor, mesmo sendo pobre diante da grandeza de Deus, é essencial. É lamentável quando alguém participa de uma reunião e não confessa nada ao Senhor, nem sequer seu nome. O louvor é a resposta de quem foi vivificado por Deus, de quem reconhece que, mesmo sendo indigno, foi alcançado pela vida eterna.

Davi, ao afirmar que seu louvor estaria continuamente em sua boca, demonstra que quem experimenta o Senhor não pode deixar de louvar. O louvor deve ser audível, uma expressão clara da alma que se gloria no Senhor. Os mansos ouvem e se alegram, e juntos, a congregação é chamada a engrandecer o nome do Senhor. Davi presidia com graça e unção, e Deus se agradava dele por ser um homem segundo o coração de Deus, executando toda a vontade do Senhor.

Louvor nas dificuldades e a experiência dos filhos de Coré

O louvor não nasce apenas em tempos favoráveis, mas é produzido nas situações mais difíceis. Os filhos de Coré, descendentes de um rebelde, experimentaram a misericórdia de Deus após o juízo sobre seus pais. Coré, Datã e Abirão, insatisfeitos com sua posição, rebelaram-se contra Moisés e Arão, formando um motim ilegítimo. Moisés, ao invés de aplicar a lei, prostrou-se diante de Deus, e o Senhor fez uma diferença: a terra se abriu e consumiu os rebeldes, mas conservou vivos os filhos de Coré.

Essa experiência marcou os filhos de Coré, que conheceram a justiça e a misericórdia de Deus. Eles eram inocentes e foram preservados para mostrar nas eras vindouras as abundantes riquezas da graça do Senhor. O Senhor julga retamente, sem se enganar, e Paulo ensina que nem mesmo ele se julga, pois quem julga é o Senhor. O louvor surge da lembrança da misericórdia e da obra de Deus, e os filhos de Coré produziram salmos como fruto dessa experiência.

Louvor como fruto da fé e da graça consumada

O louvor é a confissão das grandezas de Deus, manifestando as abundantes riquezas da sua graça. A igreja foi chamada e salva para isso: para louvar e glorificar o Senhor. Davi declara que os mortos não louvam, mas os vivos louvam ao Senhor. Jesus, após a ressurreição, prometeu cantar louvores no meio da congregação, mostrando que o louvor está ligado à fé na morte, sepultamento e ressurreição de Cristo.

A igreja primitiva louvava a Deus e caía na graça do povo, mesmo sem liberdade para carregar instrumentos. O louvor era alto, confissões tremendas, magnificando a Deus. O Espírito Santo orienta a louvar para proteger os pensamentos e vencer as tentações. Louvar é admirar e confessar o nome do Senhor, não apenas na congregação, mas no dia a dia, no trabalho, em casa. O louvor é fruto da fé viva, da obra consumada, e quem mais cresce espiritualmente é quem louva, pois declara aquilo que já foi realizado por Deus.

Quando rodeado de inimigos, o louvor é a arma para fazer calar o inimigo e o vingativo. Os filhos de Coré, diante do juízo, louvaram ao Senhor, lembrando da benignidade e da misericórdia de Deus. Louvar é reconhecer que o Senhor preservou em vida, mesmo sem merecimento, e agradecer por isso.

Para guardar

  • O louvor é força sobrenatural, suscitada por Deus até dos mais fracos.
  • Louvar é confessar as grandezas e a misericórdia de Deus, especialmente em tempos difíceis.
  • Os vivos são chamados a louvar, manifestando a abundante graça do Senhor.