Essência

A vida cristã está fundamentada na certeza de que tudo foi consumado em Cristo: a vitória, a eleição, a bênção e a nova natureza. O crente não depende de obras próprias, mas daquilo que Deus já realizou em Cristo, sendo chamado para viver como cidadão celestial, testemunhar a graça recebida e expressar santidade em toda a maneira de viver.

O ponto de partida

O reino de Deus não se baseia em comida ou bebida, mas em justiça, paz e alegria no Espírito Santo. A alegria de ser cidadão do céu deve ser constante, mesmo em meio às lutas e tribulações, pois as promessas de Deus estão consumadas em Cristo. O texto-base é , que revela a eleição e bênção dos crentes em Cristo antes da fundação do mundo.

Desenvolvimento da Palavra

Consumação e inclusão em Cristo

A vitória da igreja está consumada, não por mérito humano, mas pelo que Cristo já fez. As portas do inferno não prevalecem contra a igreja porque sua posição é definida pela obra consumada de Jesus. O crente é chamado a ter consciência dessa posição: em Cristo, somos mais que vencedores e podemos todas as coisas, pois é Ele quem nos fortalece. João 15 destaca que a frutificação só acontece quando permanecemos na videira, ou seja, em Cristo. Deus nos escolheu e nos incluiu em Cristo, não por obras, mas pela fé, e nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais.

Efésios 1 revela que a eleição aconteceu antes da fundação do mundo, com o propósito de sermos santos e irrepreensíveis diante Dele, em amor. A igreja existe para louvor e glória da graça de Deus, sendo coluna e firmeza da verdade. O propósito da vida cristã é ser para louvor da sua glória, mostrando que fora de Cristo não há frutificação nem agradamos a Deus.

O crente está em Cristo porque Deus o colocou ali. Ninguém pode vir a Jesus se o Pai não trouxer. Experiências pessoais mostram que tentar levar alguém ao Evangelho sem o mover de Deus não funciona. A salvação é um transporte do reino das trevas para os lugares celestiais, conforme . O lugar celestial é estar em Cristo, onde habita toda a plenitude da divindade.

Testemunho e propósito

A igreja está na terra para ser testemunha de Jesus Cristo, como ensina . O crente deve testemunhar a transformação operada por Deus: de cego a alguém que vê, de incrédulo a crente, de perdido a achado, de morto a vivo. Pedro declara que somos raça eleita, nação santa, povo adquirido para anunciar as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a luz. O testemunho é essencial, e a confissão de fé deve ser ousada: Jesus é o Cristo, filho do Deus vivo.

A alegria de ser amado por Deus, de estar assentado nos lugares celestiais, de ser membro do corpo de Cristo, deve ser celebrada. O Salmo 122 expressa essa alegria de estar na casa do Senhor. A promessa de Deus começou antes da fundação do mundo e foi manifestada através de Abraão, em quem todas as famílias da terra seriam abençoadas. Abraão foi chamado para andar na presença de Deus e ser aperfeiçoado, e essa mesma promessa de aperfeiçoamento se estende a todos os crentes.

A inclusão em Cristo é ilustrada pela enxertia: fomos cortados do zambujeiro natural e enxertados na boa oliveira, recebendo uma nova natureza. Em Cristo, somos nova criatura; as coisas velhas passaram, tudo se fez novo. O amor, o temor e o afastamento do mal são frutos dessa nova natureza. Permanecer em Cristo é condição para frutificar e glorificar a Deus.

Santidade e compromisso

A natureza de Cristo revela a posição e o compromisso do crente. Como filhos obedientes, somos chamados a não nos conformar com as concupiscências do passado, mas a viver em santidade. Deus é santo e exige santidade de seus filhos. A vida cristã deve expressar essa santidade em toda a maneira de viver, seja na igreja, no trabalho ou em qualquer lugar.

Deus julga cada um segundo suas obras. Confessar o nome de Cristo implica apartar-se da iniquidade. O nome do Senhor é blasfemado quando não há santidade, quando as obras negam a fé professada. Pelos frutos se conhece a árvore: boas obras glorificam a Deus, más obras levam ao desprezo do nome do Senhor.

O processo de santificação é contínuo. Deus aperfeiçoa a obra iniciada até o dia de Jesus Cristo. A revelação do coração pode trazer à tona imperfeições, mas o caminho é se humilhar diante do Senhor e buscar sua ajuda e libertação. O crente é chamado santo, separado e escolhido, e deve crer nessa posição, mesmo estando em processo de santificação.

Cristo revelado

Cristo é apresentado como a videira verdadeira, a essência do lugar celestial, aquele em quem habita toda a plenitude da divindade. Ele é o fundamento da eleição, da bênção, da nova natureza e da santidade. Em Cristo, o crente é transportado das trevas para a luz, vivificado, ressuscitado e assentado nos lugares celestiais.

Nossa resposta ao Senhor

A resposta ao Senhor é viver em santidade, dar testemunho da transformação recebida, confessar com ousadia a fé em Cristo e se alegrar por ser amado e incluído no corpo de Cristo. Quando Deus revela o coração, o caminho é se humilhar e buscar auxílio, reconhecendo a necessidade de aperfeiçoamento contínuo.

Para guardar

  • A posição em Cristo é consumada e não depende de obras humanas.
  • O crente foi enxertado em Cristo, recebendo uma nova natureza.
  • Santidade e testemunho são compromissos essenciais para glorificar a Deus.