Essência
A verdadeira maturidade espiritual se revela no amor abundante e no serviço humilde, não apenas no conhecimento bíblico ou em grandes feitos. O Espírito Santo conduz a igreja a resistir aos poderes das trevas por meio da unidade, do cuidado mútuo e do trabalho de amor. O exemplo de Cristo e dos primeiros irmãos mostra que o amor prático, vivido em obras e sentimentos, é o vínculo da perfeição e a marca dos vencedores.
O ponto de partida
O sentimento do Espírito Santo indica que algo pode acontecer em breve, trazendo uma carga para alertar a igreja sobre os dias maus. O texto-base surge em Filipenses 1:9, onde Paulo ora para que o amor dos irmãos abunde mais e mais em ciência e conhecimento, mostrando que o caminho do conhecimento é o amor.
Desenvolvimento da Palavra
Resistência espiritual e unidade no corpo
A batalha não é contra carne e sangue, mas contra forças espirituais ocultas. A firmeza da fé, a unidade da igreja e o amor mútuo são armas essenciais contra esses inimigos. As dificuldades enfrentadas, como as de Paulo no final de sua vida, testam a veracidade do nosso amor. Paulo, preso e doente, foi acompanhado por Lucas, que abnegou sua profissão para cuidar do apóstolo. Lucas recebeu uma riqueza incomensurável ao escrever sobre a humanidade de Jesus, revelando que conhecer Cristo homem nos ensina a amar e valorizar cada pessoa.
O corpo de Cristo é provado nas necessidades: visitar o doente, o preso, o pobre. Jesus identifica-se com cada membro necessitado, e o amor prático é o primeiro amor. Marcos, rejeitado por Paulo em uma viagem missionária, mais tarde esteve ao seu lado na prisão, mostrando que o Senhor prova nosso coração e nos chama a amar até quem nos rejeitou. O Espírito Santo trabalha para formar em nós a grandeza do amor de Cristo, levando-nos a amar até os que nos odeiam e a caminhar em unidade e honra.
O amor abundante e o trabalho de fé
Paulo ora para que o amor dos filipenses abunde em conhecimento. O amor fortalece tanto o relacionamento conjugal quanto o corporativo da igreja. O nível de amor é testado nas situações de dor e necessidade. Paulo, ao escrever aos filipenses, não usa credenciais, mas se apresenta como escravo de Jesus Cristo, indicando que servir bem ao Senhor exige abrir mão de sonhos, bens e opiniões, construindo um grande afeto pelo Senhor.
Servir a Jesus é privilégio, seja lavando seus pés ou costurando sua túnica. O galardão no reino de Deus não depende do conhecimento bíblico, mas do nível de amor com que se serve. O amor é o vínculo da perfeição. Jesus, ao escrever às sete igrejas da Ásia, repete: “Eu sei as tuas obras”, mostrando que o Senhor busca obras de amor.
Em 1 Tessalonicenses 1:2-3, Paulo destaca a obra da fé, o trabalho de amor e a paciência da esperança como sinais do primeiro amor. Ensinar os filhos a servir com amor é fundamental, pois o trabalho de amor deve começar cedo. Mesmo em uma igreja madura, Paulo deseja que o amor abunde ainda mais (1 Tessalonicenses 3:12). A obediência dos tessalonicenses é comprovada em 2 Tessalonicenses 1:3, onde o amor entre eles cresce abundantemente.
Humildade, sentimento de Cristo e a imagem do Senhor
A maturidade da igreja é medida pela abundância de trabalho de amor, obra de fé e firmeza de esperança. Em 1 Coríntios 13, Paulo destaca fé, esperança e amor como posições a serem alcançadas. Os coríntios, por serem carnais, não conseguiam amar uns aos outros. Em Filipenses 2, Paulo apresenta a receita do amor: sentir o mesmo, ter o mesmo ânimo e o mesmo amor. Murmurações, queixas e divisões surgem pela falta desse sentimento.
Nada deve ser feito por contenda ou vanglória, mas com humildade. O amor perfeito e o trabalho de amor perfeito estão em Jesus Cristo, e há necessidade de conhecer e ter a imagem dEle. Humildade, cuja raiz é “humus” (terra para ser pisada), é exemplificada por Jesus, que veio para ser pisado por causa dos nossos pecados. Considerar os outros superiores a si mesmo é o posicionamento da humildade. Jesus, o Salvador, valorizou os salvos acima de si, como um bombeiro que arrisca a vida para salvar uma criança.
Esse sentimento é necessário para cuidar bem do cônjuge e dos irmãos. O Espírito Santo, confidente de Jesus, revela esse sentimento a Paulo. Jesus, sendo em forma de Deus, aniquilou-se a si mesmo, tomou a forma de servo e humilhou-se até a morte de cruz. Deus o exaltou por causa desse sentimento. O vencedor experimenta o sentimento de Filipenses 2:1-8, pois sem amor não há vitória. Conhecer Jesus, aproximar-se dEle e pedir que Ele mude o coração orgulhoso é essencial.
Cristo revelado
Jesus Cristo é revelado como o modelo supremo de amor e humildade. Sua humanidade, descrita por Lucas, ensina a valorizar e amar cada pessoa. O Senhor, que se aniquilou e tomou a forma de servo, demonstra que o verdadeiro amor é sacrificial e considera o outro superior.
Nossa resposta ao Senhor
A resposta prática é buscar o sentimento de Cristo, dobrar os joelhos quando não se consegue amar o irmão ou o cônjuge, e pedir ao Senhor que ministre amor e humildade ao coração. O caminho é aproximar-se de Jesus, orar e permitir que Ele transforme o coração, para que o trabalho de amor e a unidade sejam abundantes.
Para guardar
- O amor prático é o vínculo da perfeição e a marca do vencedor.
- Humildade verdadeira considera o outro superior e segue o modelo de Cristo.
- O trabalho de amor deve começar cedo e ser abundante, sem esperar reconhecimento.