Essência

O propósito de Deus para o tempo do fim é que o evangelho do reino seja pregado em toda a terra como testemunho. A igreja é chamada a ser esse testemunho vivo, frutificando por meio da união com Cristo e do poder do Espírito Santo. O Senhor deseja levantar um povo que, revestido de Sua presença, manifeste sinais, milagres e a vida de Jesus, glorificando ao Pai e cumprindo a missão de anunciar o reino até que venha o fim.

O ponto de partida

A palavra nasce da convicção de que, ao nos aproximarmos do fim dos tempos, a pregação do evangelho do reino se torna central, conforme Mateus 24. Jesus respondeu aos discípulos sobre o fim e Sua vinda, revelando que o testemunho do reino precederia o encerramento da história. O cenário é de expectativa e chamado para que a igreja assuma seu papel nesse tempo decisivo.

Desenvolvimento da Palavra

O Reino de Deus e o Testemunho no Fim dos Tempos

A destruição do templo anunciada por Jesus aponta para o fim de uma estrutura religiosa terrena e a chegada do reino de Deus, fundamentado em Cristo, a pedra fundamental. Assim como Daniel viu uma pedra destruindo todos os reinos terrenos, Jesus revela que a preeminência pertence ao reino de Deus. Os discípulos perguntaram sobre os sinais do fim e da vinda do Senhor, e Jesus respondeu que o evangelho do reino seria pregado em todo o mundo como testemunho, então viria o fim. Isso evidencia o triunfo da cruz e do reino de Deus sobre Satanás.

O chamado de Deus é para que a igreja não seja como varas secas, sem fruto, mas que produza frutos dignos do reino. O Senhor transferiu o testemunho para a igreja, que deve responder a essa chamada, sendo revestida do Espírito Santo para cumprir a obra do testemunho. O Espírito Santo foi enviado para que sejamos testemunhas em toda a terra, e a necessidade é sermos cheios do Espírito para realizar essa missão. O tempo do fim exige um reavivamento, um fervor por Cristo que impulsione a proclamação do evangelho do reino.

União com Cristo e Frutificação Espiritual

Em João 15, Jesus se apresenta como a videira verdadeira e os discípulos como as varas. Estar unido a Cristo é condição para dar muito fruto, pois sem Ele nada se pode fazer. A vara seca, desconectada da videira, não produz fruto e é lançada fora. O fluir do Espírito Santo só é vital na vida de quem permanece unido ao Senhor. A frutificação é resultado dessa união: Jesus é a testemunha do Pai, a igreja é testemunha do Filho, e o Espírito Santo é a testemunha enviada do céu. Quando cheios do Espírito, testemunhamos a verdade sobre o Filho.

O livro de Atos mostra que Jesus, após ressuscitar, passou 40 dias falando sobre o reino de Deus aos discípulos. Paulo, mesmo preso, continuou pregando o reino de Deus e ensinando sobre Jesus Cristo com liberdade. Isso indica que, mesmo diante de impedimentos, a pregação do reino deve ser contínua. O livro de Atos permanece aberto, sinalizando que a missão de pregar o reino de Deus segue até hoje, sem impedimento algum. Nada deve impedir a proclamação: vergonha, amizades, entretenimentos ou ocupações não podem ser obstáculos.

A vara ligada à videira recebe o fluir do Espírito e produz fruto. O propósito de estar unido a Jesus é frutificar, tornando-se pescador de homens. Jesus enfatiza que o Pai é glorificado quando damos muito fruto, e isso exige dedicação às coisas eternas. O fruto é a reprodução da imagem de Cristo em nós, reconhecida pelo Pai. Quanto mais o Espírito Santo opera, maior a revelação do Filho e maior a glória ao Pai.

O Ministério do Fruto e a Obra de Deus

Jesus declara que não fomos nós que o escolhemos, mas Ele nos escolheu e nomeou para irmos e darmos fruto, e que esse fruto permaneça. A escolha e nomeação são pessoais e corporativas, marcando cada um para o ministério de frutificar na vida de outros. O ministério dos santos é transmitir vida, reproduzindo a vida de Cristo recebida pelo Espírito Santo. Assim como Jesus consumou a obra que o Pai lhe deu, glorificando-O, a igreja é chamada a anunciar a vida de Cristo, o poder do evangelho e o reino de Deus.

Em 2 Coríntios 4, Paulo afirma que “em nós opera a morte, mas em vós a vida”. A vida transmitida é mais importante que o mandamento em si. À medida que os discípulos transmitiam a vida de Jesus, cresciam em maturidade e eficiência ministerial, pois o Espírito Santo encontrava vasos entregues ao Senhor. O testemunho de David Wilkerson ilustra que, ao se afastar da busca por Deus, a unção diminui, mas ao se humilhar e retornar, a unção é restaurada para cumprir o propósito de Deus.

Sem o objetivo de glorificar a Deus pela pregação do evangelho, não há razão para buscar o enchimento do Espírito Santo. Jesus prometeu poder para sermos testemunhas em toda parte. Em Marcos 16, os sinais acompanham os que creem: expulsão de demônios, cura de enfermos, proteção sobrenatural. O Senhor coopera com aqueles que vão e pregam, confirmando a palavra com sinais. A fé leva à pregação, e a pregação é acompanhada pelo agir de Deus.

Em Lucas 10, Jesus destaca que a seara é grande e os obreiros poucos, mas dá poder sobre toda a força do inimigo. A verdadeira alegria, porém, está em ter o nome escrito nos céus. O Senhor revela o reino aos pequeninos, e só pregando é possível saber quem está pronto para receber. O propósito de Deus é que, neste tempo, a igreja anuncie o evangelho do reino e faça com Ele o que Ele está fazendo.

Para guardar

  • O evangelho do reino deve ser pregado como testemunho até o fim.
  • Frutificar depende da união com Cristo e do fluir do Espírito Santo.
  • O Senhor coopera com os que vão e pregam, confirmando a palavra com sinais.