Essência
Tomar o pão e o cálice na Assembleia dos Santos revela o profundo cuidado de Deus por cada um. A Ceia é o reflexo da lembrança divina: o Senhor nos viu, nos assistiu e nos salvou. Participar desse momento é reconhecer o amor de Cristo, renovar votos de servir e amar, e experimentar a comunhão viva com o corpo que Ele comprou com seu sangue.
O ponto de partida
O cântico “Apesar desta glória que tens, tu te importas comigo também” ecoa a importância que Deus deu a cada um. A Ceia demonstra que o Senhor se lembrou de nós, nos viu e nos salvou. O ministro recorda datas marcantes: o dia da salvação, do batismo e da primeira Ceia, quando tomou o cálice com consciência do amor e da salvação de Jesus Cristo, fazendo um voto de servir e andar com Cristo e com o povo comprado por Ele.
Desenvolvimento da Palavra
Discernindo o Corpo de Cristo e a Dignidade na Ceia
A participação na Ceia exige discernimento do corpo de Cristo. Em Coríntios 11, aqueles que não discernem o corpo tomam a Ceia indignamente, mas ao compreender quem é Cristo, o Messias enviado, o Cordeiro imolado, o coração se abre para a grandeza do amor de Cristo. Com esse entendimento, torna-se digno de tomar o cálice e o pão, de comer da vida de Jesus, pois isso não é vão, mas precioso.
O testemunho pessoal do ministro destaca que, ao tomar a Ceia pela primeira vez com consciência, fez um voto de servir e amar a Cristo e ao povo comprado por Ele. Esse voto deve ser renovado e cumprido, amando, suportando e perdoando os irmãos, sem registrar faltas, mas sendo livre para amar e servir, como Cristo fez.
O Bom Samaritano: Cristo e o Resgate dos Feridos
A parábola do bom samaritano, em Lucas 10:25-37, revela Jesus como o verdadeiro samaritano. Ele contou uma parábola sobre si mesmo e sobre o que fez por nós. O doutor da lei responde corretamente sobre amar a Deus e ao próximo, mas Jesus aprofunda o entendimento ao mostrar quem é o próximo.
O homem ferido representa cada um, roubado e despojado pelo pecado, peregrinando sem Cristo, quase morto. Mesmo com amizades e família, estava num deserto espiritual. O sacerdote e o levita passaram de largo, mas o samaritano, desprezado, moveu-se de íntima compaixão, aproximou-se, atou as feridas, deitou azeite e vinho, cuidou e pagou pelo cuidado. Jesus se fez homem, veio ao encontro, resgatou, curou e deu sua vida. O amor de Cristo é compaixão verdadeira, sente o que o outro sente, entrega-se para salvar.
O Salmo citado expressa gratidão: “Que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito? Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor. Pagarei os meus votos ao Senhor agora, na presença de todo o seu povo.” A resposta ao resgate de Cristo é tomar o cálice, invocar o nome do Senhor e pagar os votos de servir e amar.
Comunhão, Amor e Perseverança no Corpo de Cristo
A Ceia é um momento de renovar o compromisso de amar e servir. O voto feito ao aceitar o Senhor e ao ser batizado é de amar, servir e suportar os irmãos, perdoando e não retendo faltas. Cristo não registrou nossas faltas, amou até o fim e congrega em torno de seu nome para que esse amor inunde o coração.
O chamado é para libertar-se de tudo que impede amar verdadeiramente, tomar uma atitude ousada de amar ao Senhor e ao próximo. Isso é bom e agradável ao Senhor. É necessário avançar, livrar-se dos embaraços, tomar a Ceia com desejo de amar como Cristo amou, pois ao tomar o cálice, toma-se do sangue de Cristo, que morreu para dar vida.
Renovar a alegria da salvação e do amor por Deus, ser sensível ao quanto o Senhor amou, desejar ser renovado no homem interior, não ficar preso a métodos ou modos limitantes, mas ser livre para servir e amar sem barreiras. Não conhecer mais os irmãos segundo a carne, mas pedir olhos espirituais para ver segundo Cristo.
A comunhão é celebrada com alegria: como é bom estar reunido no nome do Senhor, junto com o povo, ter um lugar de refúgio, ouvir a palavra, receber vida, confiar, ser amparado e protegido. Mesmo diante das tribulações, estar na casa do Senhor e entre os irmãos é refrigério, consolo e animação. Perseverar, seguir em frente, olhar para o Senhor que amou e salvou, é motivo de gratidão e alegria.
Nossa resposta ao Senhor
O chamado é tomar a Ceia de forma diferente, com desejo de amar como Cristo amou, renovar votos de servir e amar, libertar-se de embaraços e avançar em direção ao Senhor. O convite é para não reter nada, não ficar preso, mas se dispor a amar ao Senhor e ao próximo, pagar os votos feitos ao Senhor e aos irmãos, e celebrar a comunhão com alegria.
Para guardar
- Tomar o cálice e o pão revela o cuidado e o amor de Deus.
- Cristo é o verdadeiro bom samaritano, que resgata, cura e ama.
- O voto de servir e amar deve ser renovado e cumprido na comunhão dos santos.