Essência
A Palavra de Deus prepara o coração para tempos difíceis, revelando que os dias finais são marcados por batalhas e desafios, mas também por uma esperança viva: a iminente vinda de Jesus Cristo. Em meio à angústia das nações e ao cenário de perplexidade mundial, o chamado é para olhar para cima, manter a expectativa da redenção e viver com vigilância, oração e santificação, resistindo às distrações e aos perigos do tempo do fim.
O ponto de partida
A reunião dominical é vista como um momento de consolação e bênção, fundamentada na promessa de Isaías 66 de que em Jerusalém seríamos consolados. O texto-base surge em Lucas 21, onde Jesus fala sobre sinais no sol, na lua, nas estrelas e angústia das nações, apontando para a proximidade da redenção e a necessidade de olhar para cima.
Desenvolvimento da Palavra
A Expectativa da Vinda e a Postura do Cristão
Os dias atuais são descritos como minutos finais no relógio de Deus, com Jesus às portas. O cenário mundial, marcado por angústia e perplexidade, confirma a montagem do quadro do fim. Enquanto muitos desmaiam de terror diante das mudanças e ameaças globais, o povo de Deus é chamado a exultar, a olhar para cima, mantendo a esperança viva na redenção. A janela da arca de Noé, posta no alto, ilustra a direção do olhar: não para o mundo, mas para o Senhor, que governa todas as coisas.
A expectativa da vinda de Cristo não deve ser motivo de medo, mas de anelo. O sofrimento presente, as enfermidades e lutas são temporários, pois o Senhor enxugará toda lágrima. O maior prêmio é estar para sempre com o Amado, numa comunhão perfeita e eterna. A esperança da manifestação de Cristo, como ensinado por João, leva à purificação e à preparação. O mundo, hostil ao Senhor e à Igreja, tenta desviar o cristão dessa santa expectativa, seja pelo encanto ou pelo terror. Mas o perfeito amor de Jesus lança fora todo medo.
Tempos Trabalhosos e a Lista dos Perigos
A exortação de Paulo a Timóteo em 2 Timóteo 3 destaca que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos, caracterizados por homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, intemperantes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que de Deus, com aparência de piedade, mas negando sua eficácia. A palavra “trabalhosos” aparece também em , traduzida como “ferozes”, indicando o ânimo do adversário nos dias finais.
Paulo enfatiza que essa condição é permanente, não há esperança de melhora no mundo, pois os homens maus e enganadores irão de mal a pior. O espírito do anticristo já está presente, combatendo os valores da Palavra de Deus. Não há trégua nessa batalha, e todos os que querem viver piamente padecerão perseguições. A preparação para o encontro com o Senhor é urgente, exigindo vigilância e santificação.
A lista de características dos homens dos últimos dias revela um colapso nos relacionamentos, fruto do egoísmo e do direcionamento errado do amor. Soberba, blasfêmia, desobediência, ingratidão, profanidade, falta de afeto, irreconciliabilidade, calúnia, intemperança, crueldade, oposição aos bons, traição e apego aos deleites são marcas que tornam os tempos ferozes. A ingratidão, por exemplo, fere o outro e afronta a Deus, manifestando-se em murmuração e indiferença. A profanidade é desprezo pelas coisas santas, colocando a satisfação da carne acima da bênção espiritual.
Vigilância, Oração e Santificação
Jesus alerta para três distrações que podem afastar o cristão da expectativa da vinda: glutonaria, embriaguez e cuidados da vida. Glutonaria representa o prazer desordenado, embriaguez o entorpecimento diante da realidade, e os cuidados da vida o embaraço com as necessidades criadas pelo mundo. Essas distrações podem fazer com que o dia do Senhor venha de improviso, como um laço.
A postura esperada é de vigilância e oração, para ser achado digno de evitar as coisas que hão de acontecer e estar em pé diante do Filho do Homem. O Senhor deseja encontrar seu povo preparado, anelante e aguardando sua vinda. O relacionamento deve ser norteado pelo temor a Deus e pela obediência à Palavra, evitando a companhia daqueles que têm aparência de piedade, mas negam sua eficácia.
Nossa resposta ao Senhor
A oração final clama por iluminação, despertamento espiritual e vigilância. O pedido é para que o Senhor encontre seu povo ocupado com o reino, servindo e alertando pela vinda de Jesus Cristo, atentos e apercebidos diante dos dias finais.
Para guardar
- Olhar para cima e manter a esperança viva na vinda do Senhor.
- Vigilância e oração são essenciais para evitar as distrações dos dias finais.
- Evitar a companhia daqueles que negam a eficácia da piedade, mesmo entre os que aparentam ser piedosos.