Essência
A oração é apresentada como o caminho indispensável para a vivificação espiritual, alegria genuína no Senhor e intimidade com Deus. Não se trata apenas de pedir bênçãos, mas de buscar e encontrar o próprio Senhor, entrando em comunhão profunda e contínua. A vida de oração é o que sustenta o crente, a igreja e prepara o povo de Deus para os últimos dias, sendo o motor dos avivamentos e do agir divino na terra.
O ponto de partida
O ponto de partida surge da necessidade de oração constante nos últimos dias, conforme o propósito do salmista em Salmo 85:6: “Não tornarás a vivificar-nos para que o teu povo se alegre em ti?”. A busca por vivificação espiritual é o clamor central, pois sem ela a alegria no Senhor se esvai e outros prazeres tomam o lugar da verdadeira satisfação em Deus.
Desenvolvimento da Palavra
A Alegria que Brota da Vivificação
A oração do salmista revela uma dimensão profunda: a alegria no Senhor só é possível quando há vida espiritual. Quando o crente se distancia de Deus, perde essa alegria e busca prazeres alternativos, tornando-se espiritualmente morto. O avivamento, então, é um retorno à verdadeira alegria, como aconteceu em Samaria após a pregação de Felipe, quando a cidade foi tomada por grande alegria. A vivificação traz prazer na comunhão com os irmãos e na assembleia dos santos, pois quem está vivo espiritualmente deseja estar junto ao povo de Deus.
A história da igreja mostra que grandes avivamentos nasceram de corações que clamavam por vida, desejando alegria no Senhor acima de tudo. O testemunho de uma mãe que ouviu o filho gemer por anos até que o Senhor visitasse seu país ilustra o preço e a intensidade desse clamor. Antes de criticar o estado da igreja, o chamado é para orar por ela, pois é isso que Deus deseja.
Oração: Relação, Prática e Intimidade
Mais importante do que estudar sobre oração é praticá-la. Quando o Espírito Santo vivifica, a oração flui naturalmente, como aconteceu com a igreja primitiva. A oração é privilégio dos filhos de Deus, ensinada por Jesus na oração do Pai Nosso. A parábola do filho pródigo mostra que não basta estar na casa do Pai; é preciso construir uma relação verdadeira com Ele. O Espírito Santo conduz o crente a essa relação, tornando impossível substituí-la por qualquer outra forma de comunicação, como redes sociais.
Jesus é o maior exemplo de vida de oração, orando intensamente, inclusive à sombra da cruz. Ele buscava lugares solitários para orar, mostrando que a igreja está no mundo para interceder até mesmo por aqueles que não podem ou não querem orar, como os inimigos. A intercessão de Jesus na cruz e sua contínua oração por nós revelam o papel mediador e intercessor do Filho de Deus.
A oração não se limita a um local físico, como o templo ou o monte. Ana, por exemplo, orava no pátio das mulheres, sem acesso ao templo, mas com perseverança. Jesus ensinou que o verdadeiro templo está no coração do crente. Orar no Espírito é edificar-se sobre a fé, como diz Judas 20, e essa prática não pode ser usada como desculpa para se isolar da comunhão dos santos. O fruto da oração no Espírito é evidente na conduta e influência do crente.
Progresso na Oração: Pedir, Buscar e Bater
Jesus ensinou sobre o progresso da oração em : pedir, buscar e bater. Inicialmente, o crente pede dádivas, mas logo percebe que o mais importante é buscar o próprio Senhor. Ao bater, deseja acesso contínuo à intimidade com Deus. Essa progressão leva à ousadia de entrar no Santo dos Santos, como ensina , onde a liberdade de acesso foi conquistada pelo sangue de Jesus, que rasgou o véu da separação.
A oração nasce do desejo de estar com Deus, alegrar-se e satisfazer-se Nele. O véu rasgado no Calvário abriu a porta para a comunhão direta, tornando a vida de oração rica e maravilhosa. Deus deseja ouvir seus filhos, e a promessa de é clara: quem buscar o Senhor de todo o coração, certamente o encontrará. Deus pensa em seus filhos continuamente, e a oração é o diálogo entre o Pai e seus filhos, como no livro de Cantares.
Exemplos bíblicos reforçam a importância da oração: Abraão edificou altares para buscar a vontade de Deus; Natanael foi visto por Jesus em oração debaixo da figueira, recebendo revelação direta; Cornélio, em Atos 10, foi reconhecido nos céus por sua vida de oração. No Apocalipse, as orações dos santos são apresentadas diante de Deus como incenso, antecedendo os eventos finais e as trombetas.
A oração tem papel central no mover de Deus nos últimos dias. Antes das trombetas do Apocalipse, há silêncio nos céus para a apresentação das orações dos santos. A oração antecede o agir de Deus, inclusive o arrebatamento, pois “a trombeta soará” após a intercessão. A igreja é chamada a perseverar na oração antes mesmo do ministério da palavra, acelerando o cumprimento dos propósitos divinos.
O altar do incenso simboliza a vida de oração que sobe diante de Deus, representando uma vida de ressurreição. Se o Senhor vivificar o seu povo, a oração contínua subirá e o Senhor virá buscar a sua igreja. A prática da oração é a expressão do amor ao Senhor. O convite final é para separar tempo, reunir irmãos e orar juntos por um reavivamento em toda a igreja, buscando não apenas soluções para problemas pessoais, mas a visitação e vivificação de Deus.
Nossa resposta ao Senhor
O chamado é para buscar a Deus com intensidade, separando tempo para orar individualmente e em comunhão, clamando por vivificação e reavivamento. A oração deve ser prática constante, fruto de amor e desejo de intimidade com o Senhor, confiando que Ele ouvirá e responderá ao clamor sincero de seus filhos.
Para guardar
- A verdadeira alegria no Senhor nasce da vivificação espiritual pela oração.
- O acesso à intimidade com Deus foi aberto pelo sacrifício de Jesus, e a oração é o caminho para essa comunhão.
- A oração dos santos antecede e move o agir de Deus nos últimos dias.