Essência

A glória de Deus governa toda a história e cada movimento do Senhor é marcado por sua manifestação. O chamado é para que a igreja viva sob os céus abertos, contemplando o trono e a santidade do Senhor, refletindo essa glória em sua vida. Em tempos de urgência e expectativa, a única resposta verdadeira é viver para a glória de Deus, reconhecendo que tudo existe para exaltar o Seu nome.

O ponto de partida

O encontro se inicia com gratidão pela comunhão e pela oportunidade de compartilhar a Palavra, tomando Ezequiel 1 como texto-base. O contexto é de expectativa e urgência espiritual, acentuada pelos tempos difíceis e pelo desejo de compreender o propósito de Deus em cada movimento da história. O versículo destaca o momento exato em que Ezequiel, no meio dos cativos junto ao rio Quebar, vê os céus abertos e tem visões de Deus.

Desenvolvimento da Palavra

Céus abertos e a visão do trono

O texto de Ezequiel revela a precisão dos tempos de Deus e a importância de discernir o “quando”, “como” e “onde” da manifestação divina. Ezequiel, aos 30 anos, pronto para o sacerdócio, é conduzido pelo Senhor ao ministério profético, não confiando em si mesmo, mas na mão de Deus. O destaque está nos céus abertos: quando isso ocorre, a visão central é sempre o trono e Aquele que nele está assentado. O trono de glória, santidade e majestade domina a cena, e toda a narrativa aponta para a soberania da glória de Deus sobre juízos, ira e história. O que governa tudo é a glória do Senhor, e a única coisa que se pode ver sob céus abertos é o próprio Deus glorioso.

A progressão do texto mostra que cada vez que Deus se move, é para sua glória. O chamado é para que a igreja viva com essa expectativa e esperança, reconhecendo que o propósito final de Deus é ser glorificado em tudo. A vida dos servos, apóstolos e profetas foi marcada por essa glória, que lhes deu significado, poder e caráter. O valor da existência está em viver para a glória do Senhor.

A glória de Deus na história: Antigo e Novo Testamento

A exposição percorre momentos-chave das Escrituras, mostrando que cada passo de Deus é marcado por sua glória. Em Atos 7, Estêvão relembra que o Deus da glória apareceu a Abraão antes de qualquer culto ou sacrifício, marcando o início de uma nova etapa para a humanidade. O ministério da lei também foi acompanhado de glória, e em todos os tempos, Deus manifesta sua presença gloriosa.

No tempo de Davi e Salomão, ao dedicarem o templo, a glória do Senhor encheu a casa, impedindo até mesmo os sacerdotes de ministrar. Isaías 6 mostra o profeta contemplando o Senhor em um trono alto e sublime, rodeado de serafins que proclamam a santidade e a glória que enche toda a terra. A santidade é definida como exclusividade, perfeição e valor único de Deus, e a glória é a manifestação visível dessa santidade. Não há valor ou perfeição no homem; tudo é dEle.

A narrativa segue para Levítico 10, onde Nadabe e Abiú oferecem fogo estranho, algo que Deus não ordenou. O texto relaciona santidade e glória: “Serei santificado naqueles que se chegam a mim e serei glorificado diante de todo o povo.” A igreja é chamada a representar essa santidade, e o fruto disso é a manifestação da glória do Senhor. O perigo é viver sem refletir essa glória, como alerta 2 Coríntios 4:4, onde o inimigo cega para que não se veja o resplendor do evangelho da glória de Deus.

Manifestação da glória: Cristo, Pentecostes e a igreja

No Novo Testamento, a agenda de Deus segue governada por sua glória. O nascimento de Jesus é acompanhado pelo resplendor da glória do Senhor diante dos pastores. Em Pentecostes, línguas de fogo manifestam a glória divina sobre os discípulos, marcando um novo passo na história. João 7:39 mostra que o Espírito Santo seria dado quando Jesus fosse glorificado.

No monte da transfiguração (Mateus 17), Jesus revela sua glória diante de Pedro, Tiago e João, mas eles não compreendem totalmente o que está acontecendo. Mais tarde, Pedro entende que tudo é governado pela glória do Senhor (2 Pedro 1). Em Apocalipse 1, João é exposto a uma glória indescritível, tentando comparar o que vê com elementos naturais, mas reconhecendo a majestade única do Senhor.

O exemplo de Estêvão em Atos 7 mostra alguém cheio do Espírito, contemplando os céus abertos e a glória de Deus, mesmo diante da morte. Sua vida, caráter e conduta foram marcados pela glória do Senhor, impactando até mesmo Saulo (Paulo), que nunca esqueceu esse momento. Todos os servos de Deus, de Abraão a Estêvão, manifestaram a glória do Senhor em suas vidas.

O chamado final é para que a igreja viva debaixo dos céus abertos, mesmo em meio a um povo que trocou a glória de Deus por outras coisas. O perigo dos céus fechados é ilustrado na crucificação, quando houve trevas e a comunhão foi rompida. Mas o Senhor governa com sua glória, e a santidade convém à sua casa. O tempo é de esperança, de buscar a manifestação da glória do Senhor e de viver para ela.

Nossa resposta ao Senhor

O apelo é para refletir sobre como viver a glória do Senhor neste tempo. A oração final clama por um despertar na igreja, para que a aparição do Deus da glória seja palpável, que a santidade seja vivida e a glória de Deus refletida em cada vida. O desejo é viver para a glória do Senhor, anelando por sua manifestação nesta geração.

Para guardar

  • A glória de Deus governa cada passo da história e da igreja.
  • Santidade é exclusividade e perfeição de Deus, e sua glória é a manifestação disso.
  • O chamado é viver sob céus abertos, refletindo a glória do Senhor em tudo.