Essência

A participação no partir do pão revela o profundo desejo pela volta do Senhor e a necessidade de uma comunhão contínua com Cristo. A redenção efetuada por Jesus é eterna, perfeita e nos introduz em um novo tabernáculo, onde a comunhão diária com Ele e com os irmãos é o centro da vida cristã. O sangue de Cristo nos dá acesso livre à presença de Deus, purifica nossa consciência e nos une como família celestial, chamada a viver em amor, unidade e gratidão.

O ponto de partida

O partir do pão é apresentado como expressão do anseio pela volta de Jesus e da preparação constante para esse encontro. O texto-base é Hebreus 9:11-12, que destaca Cristo como sumo sacerdote e o perfeito tabernáculo, construído em três dias, onde todos os salvos pela graça podem encontrar abrigo eterno.

Desenvolvimento da Palavra

O perfeito tabernáculo e a eterna redenção

Cristo é o sumo sacerdote dos bens futuros, que entrou por um tabernáculo maior e mais perfeito, não feito por mãos humanas, mas eterno. Jesus afirmou que reconstruiria o templo em três dias, referindo-se à sua morte e ressurreição, e assim estabeleceu o verdadeiro tabernáculo de Deus. Esse tabernáculo é abrigo para todos os pecadores salvos pela graça, onde Cristo cobre e consola, enviando o Espírito Santo como Consolador. A salvação consumada por Jesus traz plena segurança e nos introduz à comunhão do pão do reino, que é Ele mesmo, passado pela cruz.

A redenção não foi realizada por sangue de animais, mas pelo próprio sangue de Cristo, que entrou uma vez no santuário e efetuou uma eterna redenção. Essa obra perfeita nos chama a comer e beber de Cristo, como ilustrado na parábola das bodas, onde o convite é feito a todos, mas exige preparação e vestimenta adequada. Muitos rejeitam o convite por estarem ocupados com os afazeres da vida, mas a comunhão com Cristo é um chamado constante, que exige atenção e resposta diária.

A comunhão diária e a unidade do corpo

A mesa da ceia representa a comunhão com Jesus Cristo, que deve ser vivida diariamente, não apenas em ocasiões específicas. A divisão entre os coríntios mostra o perigo de negligenciar essa comunhão contínua. A morte do Cordeiro produziu unidade e salvação, tornando-nos nova criação, livres dos pecados antigos. O sangue de Cristo penetra até o mais íntimo do nosso ser, purificando a consciência e nos dando acesso ao Santo dos Santos.

O acesso à presença de Deus, antes fechado pelo pecado, agora está aberto pelo sangue de Jesus. Diferente do antigo pacto, onde o sacerdote entrava e saía do Santo dos Santos, agora somos chamados a permanecer na comunhão. Essa verdade deve ser confessada com fé e certeza, pois a obra de Cristo é consumada e irrevogável. A comunhão produz consideração mútua, estimulando ao amor e às boas obras, reconhecendo o valor de cada irmão como parte da família celestial.

O valor da comunhão e a identificação com Cristo

A congregação dos redimidos não é uma irmandade comum, mas uma comunhão em Cristo, expressa tanto na reunião quanto na oração por todos os santos. O isolamento revela falta de reconhecimento da obra consumada por Jesus, pois o sacrifício de Cristo produziu unidade. O partir do pão é reflexo da comunhão real com Cristo e os irmãos, que deve ser vivida intensamente à medida que o dia da vinda do Senhor se aproxima.

O pão representa o Cordeiro assado, e a comunhão compromete nossa mente, vontade e emoções. Participar de Cristo significa entregar a Ele nossos pensamentos, desejos e sentimentos, identificando-nos com a alma do Cordeiro. Assim como a igreja primitiva era um só coração e uma só alma, a comunhão com Cristo nos leva a ter o pensamento, a vontade e os sentimentos do Cordeiro. Hoje, Cristo é nosso advogado diante de Deus, oferecendo defesa e vida eterna.

A comunhão diária com Cristo, alimentando-se dEle e bebendo do seu sangue, é fonte de vida. Não é pelos nossos méritos, mas pelo sangue de Jesus, que nos aproximamos da mesa do Senhor. A vida com Deus é leve, mesmo diante das dificuldades, pois a obra de Cristo é perfeita e suficiente. A gratidão e o louvor pela redenção consumada são marcas dos que vivem santificados e reconhecem o valor dos irmãos, formados pela obra de Jesus.

Nossa resposta ao Senhor

A resposta é de gratidão, fé e descanso na eficácia do sangue de Cristo. A aproximação à mesa do Senhor deve ser feita com confiança, não por méritos próprios, mas pela obra consumada de Jesus. Louvar, agradecer e reconhecer o valor dos irmãos são expressões práticas dessa comunhão e redenção eterna.

Para guardar

  • A comunhão diária com Cristo é essencial e reflete o valor da redenção.
  • O sangue de Jesus nos dá acesso livre e permanente à presença de Deus.
  • A unidade e o amor entre os irmãos são frutos da obra perfeita de Cristo.