Essência
Reunir-se no nome do Senhor Jesus é mais do que um ato religioso ou uma tradição: é reconhecer a dignidade única de Cristo, o fundamento da igreja e a origem de uma nova vida. O nome de Jesus não é apenas uma bandeira, mas a expressão da redenção, da vitória sobre o pecado e da comunhão com Deus. A igreja existe para exaltar esse nome, viver sob sua unção e manifestar a realidade de Cristo em cada membro, em submissão e cuidado mútuo.
O ponto de partida
A experiência de oração e comunhão vivida na igreja em Santo André revela a importância da oração intensa e da resposta constante do Senhor. O nome de Jesus é engrandecido na congregação, sustentado pela revelação de Apocalipse 5, onde apenas o Cordeiro é digno de abrir o livro e desatar seus selos. Essa dignidade fundamenta o motivo pelo qual a igreja se reúne.
Desenvolvimento da Palavra
O único nome digno e a origem da igreja
O nome do Senhor é o único digno de ser exaltado, como revelado em Apocalipse 5: ninguém no céu, na terra ou debaixo da terra podia abrir o livro, exceto o Cordeiro de Deus. Cristo venceu, morreu, ressuscitou e está à destra da majestade, sendo o Salvador e Senhor ressuscitado. Por isso, a igreja se reúne exclusivamente em seu nome, pois não há outro nome pelo qual devemos nos reunir.
A meta final do cristianismo é Cristo em nós, esperança da glória. O propósito de Deus é revelar Cristo, e a igreja existe para manifestar essa esperança. Em contraste, o cristianismo nominal, sem realidade de novo nascimento, terá seu fim na pessoa do anticristo. Nos últimos dias, haverá uma clara distinção entre os que pertencem a Cristo e os que não pertencem, e o Senhor reinará sobre tudo e todos.
O nome do Senhor revela uma nova natureza e origem: a igreja não é uma nova religião, mas um novo povo, uma nova vida, um novo espírito, uma nova criatura. A origem da igreja está em Cristo, e por isso ela não tem outro nome. Esse nome é o fundamento, conforme 1 Coríntios 3: ninguém pode pôr outro fundamento além de Jesus Cristo. A restauração da igreja é a plena exaltação de Cristo, e o testemunho perdido é restaurado por aqueles que se reúnem em seu nome.
O princípio da reunião e a dignidade do nome
Mateus 18:20 ensina que onde dois ou três estiverem reunidos em seu nome, ali está o Senhor. Esse princípio, porém, não pode ser usado em vão ou para justificar divisões e assembleias paralelas sem legitimidade. A dignidade do nome exige submissão ao princípio da localidade e à unidade do corpo de Cristo. Reunir-se em nome de Jesus não é apenas uma questão de quantidade, mas de legitimidade e origem.
A preciosidade do nome de Jesus é destacada em Cantares 1:3: “Como ungüento derramado é o teu nome, por isso as virgens te amam.” O nome do Senhor traz cura, bênção e revitalização corporativa. Cristo é a cabeça da igreja e derrama sua unção sobre o corpo, operando cura e vida. A ligação ao corpo de Cristo exige submissão e cuidado mútuo, pois o fluir de vida depende dessa conexão. Romper com o corpo é como um peixe fora d’água: perde-se o fluir natural da vida.
O testemunho de um irmão revela como Cristo pode ser visto em gestos simples, como um abraço, mostrando que o Senhor se revela na comunhão e no comprometimento com a igreja. Valorizar a igreja, estar presente e lutar junto é essencial, pois o Senhor recompensa os perseverantes.
O nome de Jesus, Cristo e a vida dos cristãos
Mateus 1:21 mostra que o nome Jesus é dado porque Ele salvará o seu povo dos pecados. Jesus é o nome comum, o nome da humilhação, enquanto “Cristo” é o nome da exaltação, da ressurreição e do triunfo sobre a morte. Deus fez Jesus Senhor e Cristo, o único ungido. Os cristãos são chamados assim porque são ungidos com Cristo, e a unção é a cobertura e a vida deles.
No Antigo Testamento, o nome era Messias, o ungido. Nos Evangelhos, Jesus é visto em sua humilhação; nas epístolas, Cristo é exaltado e glorificado. Atos 2:32-36 destaca que Deus ressuscitou Jesus e o fez Senhor e Cristo, e esse nome será exaltado por toda a eternidade. O Espírito Santo veio para glorificar Cristo no corpo da igreja, e é por isso que a igreja glorifica apenas a Cristo, não ministérios ou sistemas humanos.
Atos 4:12 afirma que só no nome de Jesus há salvação. Reunir-se em seu nome é reconhecer a obra da redenção, sepultamento e ressurreição, dignificando o Senhor. Propagar divisão em seu nome é profanação, tomar o nome em vão. O que importa é conhecer e ser conhecido de Deus, não apenas realizar obras em seu nome.
A salvação consiste em pertencer a Jesus Cristo, não a um sistema religioso. Ele se deu por nós para nos remir e purificar um povo especial, zeloso de boas obras. O cuidado mútuo, descrito em 1 Coríntios 12, é a expressão da vida do corpo de Cristo: amor, proteção, graça e sentimento de Cristo fluem entre os membros.
Atos 15:14 mostra que Deus tomou um povo dentre os gentios para o seu nome. A igreja é um povo especial, zeloso de boas obras, sobre quem repousa o nome de Cristo. Não é uma bandeira, mas a origem e a vida do povo de Deus. O Senhor nos salvou das consequências do pecado, do domínio e poder do pecado, e a salvação se estende da justificação à glorificação.
Filipenses 2:9-11 revela que Deus exaltou Jesus e lhe deu um nome acima de todo nome, para que ao nome de Jesus todo joelho se dobre e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor. Os louvores devem magnificar esse nome, pois por toda a eternidade ele será o tema da confissão dos redimidos.
Nossa resposta ao Senhor
A palavra final é de encorajamento: não desanime, mas esforce-se no Senhor, pois a obra tem recompensa. Como Josué, é tempo de maturidade, de avançar pela fé e tomar posse da vida eterna, glorificando o nome do Senhor. O Espírito Santo fortalece e consola, e o Senhor recompensará os fiéis.
Para guardar
- O nome de Jesus é o fundamento e origem da igreja, não apenas uma bandeira.
- A dignidade do nome exige unidade, submissão e cuidado mútuo no corpo de Cristo.
- A salvação em Cristo se estende da justificação à glorificação, sendo tema eterno de louvor.