Essência

A mesa do Senhor é um convite à comunhão, unidade e dignidade conquistada pelo sacrifício de Cristo. Participar dela significa reconhecer que, apesar de nossa indignidade, fomos feitos sacerdotes e aceitos na presença de Deus. O pão e o cálice representam a obra consumada de Jesus, que nos reúne como um só corpo, celebrando a vitória do Cordeiro e a liberdade de entrar no reino.

O ponto de partida

A reflexão surge no contexto da celebração da ceia, com a preparação do pão e do cálice. O texto-base é 1 Coríntios 10:15-17, destacando a comunhão do corpo e sangue de Cristo e a unidade de todos os que participam do mesmo pão.

Desenvolvimento da Palavra

A mesa que permanece e a comunhão do corpo

A mesa de Jesus é uma mesa eterna, diferente das mesas terrenas que podem ser removidas. O pão partido e o cálice abençoado são símbolos da comunhão com o corpo e o sangue de Cristo. Todos, sendo muitos, participam do mesmo pão e formam um só corpo, pois o corpo é de Cristo. A pergunta central é: “O que você come? Come Cristo ou come outras coisas?” Espiritualmente, há um só pão e somos um só pão também. A unidade do corpo é enfatizada como resultado da participação na mesa do Senhor.

O reino, o serviço e a dignidade conquistada

Em , Jesus desvia o foco dos discípulos da disputa sobre quem seria o maior, chamando-os à humildade e ao serviço. O maior é aquele que serve, e Jesus se coloca entre eles como quem serve. O convite é para estar à mesa no reino, não em contenda, mas em paz. A mesa foi instituída por meio do sacrifício de Cristo, que derramou seu sangue para que pudéssemos comer e beber em sua presença. O cântico da eternidade celebra a dignidade do Cordeiro, que comprou para Deus pessoas de todas as tribos, línguas, povos e nações, constituindo-as como reis e sacerdotes.

O ministério do sacerdote é entrar na presença de Deus, e foi aberto um novo e vivo caminho para isso. A liberdade e ousadia para entrar são frutos da dignidade do Cordeiro. Em um testemunho, o ministro relata uma situação em que foi confundido com um doutor, mas afirma que aceitaria ser chamado de sacerdote, pois pode entrar na presença de Deus por causa do sangue de Cristo. A fé é necessária para pisar nesse caminho vivo, assim como os sacerdotes pisaram as águas do Jordão para abrir passagem.

A inclusão na mesa e a misericórdia do Senhor

A história de Davi e Mephibosete em ilustra a misericórdia e inclusão na mesa. Mephibosete, aleijado e sem dignidade, foi chamado para comer continuamente à mesa de Davi por causa da aliança. O espírito do Cordeiro que ungiu Davi é comparado ao que Jesus faz por nós: muito mais além do que pedimos ou pensamos. O convite à mesa é o maior dos convites, e o Senhor insiste para que todos entrem e participem. Mesmo sendo indignos, como “cães mortos”, somos chamados a tomar parte na mesa por causa da dignidade de Cristo.

O pão representa o corpo de Cristo partido na cruz, e o cálice simboliza o sangue derramado. O cálice da condenação foi tomado por Jesus, e agora recebemos o cálice da bênção, o vinho novo no reino. A oração de agradecimento reconhece a obra de Cristo, a dignidade concedida e a unidade do corpo. Todos os sacerdotes são chamados a abençoar o pão e o cálice, partilhar com os irmãos e celebrar a comunhão conquistada pelos méritos de Cristo.

Nossa resposta ao Senhor

O convite é para que todos venham à mesa com liberdade e alegria, reconhecendo que somos um só corpo pelos méritos de Cristo. A oração e a celebração expressam gratidão, honra e glória ao Senhor, anunciando sua morte até que ele venha e partilhando o pão e o cálice com os irmãos.

Para guardar

  • A mesa do Senhor é um convite à comunhão e unidade.
  • A dignidade para entrar na presença de Deus vem do sacrifício de Cristo.
  • Somos chamados a celebrar como sacerdotes, partilhando o pão e o cálice.