Essência
A verdadeira paz não é fruto de alianças humanas ou de situações confortáveis, mas nasce da presença de Cristo em nós. O Senhor nos chama a cultivar essa paz, a vivê-la e promovê-la, sustentando a unidade do Seu corpo. Ser pacificador é ser semelhante a Cristo, cuja obra na cruz derrubou as barreiras e nos fez um só povo, reconciliados com Deus e uns com os outros.
O ponto de partida
A proximidade do dia do Senhor exige vigilância e preparação. Não basta conhecer os eventos futuros, mas é essencial buscar santificação no espírito, alma e corpo. O texto de 1 Tessalonicenses 5 serve de base para compreender que o mais importante é estar pronto para a vinda do Senhor, investindo em uma vida sensível ao Espírito Santo e arrependida diante de Deus.
Desenvolvimento da Palavra
A Falsa Paz do Mundo e a Verdadeira Paz em Cristo
A busca mundial por paz e segurança é um movimento articulado por um espírito contrário a Deus, que conduz as nações a alianças ecumênicas e acordos humanos. Por trás desse desejo de paz está o anticristo, promovendo uma unidade que exclui Cristo e tenta satisfazer o coração humano sem Deus. No entanto, essa paz é ilusória, pois o ímpio não pode se aquietar, como o mar bravo que lança lama e lodo. O mundo, ao tentar construir sua própria paz, repete o erro da torre de Babel, buscando alcançar Deus por obras e alianças humanas, mas sem sucesso.
A verdadeira paz não é ausência de tribulação ou perseguição, mas a presença de Cristo. Exemplos como Paulo, que cantava na prisão, e outros servos de Deus perseguidos, mostram que a paz de Cristo é independente das circunstâncias. Essa paz é resultado da reconciliação realizada por Jesus, que, pelo Seu sangue, nos aproximou de Deus e nos fez novas criaturas. Antes, estávamos sem Cristo, separados, sem esperança e sem Deus. Agora, em Cristo, fomos feitos um só povo, reconciliados e unidos.
A Obra de Cristo: Paz e Unidade
Cristo é a nossa paz. Ele derrubou a parede de separação entre judeus e gentios, criando em Si mesmo um novo homem. Não foram leis, mandamentos ou ordenanças que nos deram acesso ao Pai, mas a obra consumada de Jesus. Ele reconciliou ambos com Deus em um só corpo, matando as inimizades pela cruz. A paz foi promovida por Deus há mais de dois mil anos, e não há nada que possamos fazer para acrescentar a essa obra. Jesus já fez tudo o que era necessário para nos dar acesso ao Deus vivo.
A paz, portanto, é a presença de Cristo em nossa vida. Não é um estado confortável da alma, mas a certeza de que, mesmo em meio às dificuldades, temos o Senhor conosco. Essa paz deve ser trabalhada e promovida entre o povo de Deus. O chamado de Mateus 5:9 destaca que os pacificadores são bem-aventurados e serão chamados filhos de Deus. Jesus é o maior pacificador, e aqueles que promovem a paz se assemelham a Ele.
Isaías 53 revela que o castigo que nos trouxe a paz estava sobre Cristo. Seu sacrifício uniu pessoas de todas as raças, tribos, línguas e nações. A verdadeira unidade não está em alianças políticas ou religiosas, mas em Cristo. É vergonhoso quando crentes não conseguem viver juntos, pois isso profana a obra de Cristo e facilita o trabalho do inimigo, que se aproveita das divisões entre os irmãos.
Praticando a Unidade pelo Vínculo da Paz
Efésios 4 apresenta sete colunas essenciais da unidade do corpo de Cristo: um só corpo, um só Espírito, uma só esperança, um só Senhor, uma só fé, um só batismo e um só Deus e Pai de todos. O corpo de Cristo é indivisível, e cada membro é chamado a dar suporte ao outro em amor. Suportar não é apenas aguentar, mas oferecer suporte, ajudar o irmão a alcançar o que sozinho não consegue. O amor é o fundamento desse suporte, assim como Cristo suportou nossas iniquidades e nos recebeu para a glória de Deus.
A unidade do Espírito deve ser guardada pelo vínculo da paz. Não há espaço para divisões ou para mutilar o corpo de Cristo. A fé em Jesus é o que nos une, e todos os santos devem ser acolhidos no coração. Receber uns aos outros como Cristo nos recebeu é a prática do primeiro amor, fundamental para a glória de Deus.
Isaías 52:7 conclui destacando a bem-aventurança dos que anunciam a paz e proclamam a salvação. O reino de Deus é justiça, paz e alegria no Espírito Santo. Por isso, é necessário praticar, viver e promover a paz, sendo pacificadores em meio ao povo de Deus, pois Jesus está voltando e os pacificadores serão chamados filhos de Deus.
Nossa resposta ao Senhor
O chamado é claro: praticar, viver e promover a paz, sustentando a unidade do corpo de Cristo. Ser pacificador é anunciar e propagar a paz de Cristo, preparando-se para a vinda do Senhor e sendo reconhecido como filho de Deus.
Para guardar
- A verdadeira paz é a presença de Cristo em nós.
- A unidade do corpo de Cristo se fundamenta em um só Espírito, fé e Senhor.
- Ser pacificador é viver e promover a paz, sustentando os irmãos em amor.