Essência
A iminente volta do Senhor é uma verdade que exige resposta urgente e fiel de cada cristão. Jesus prometeu retornar em breve, trazendo consigo a recompensa para cada um conforme sua obra e fidelidade. O tempo presente é oportunidade de salvação, serviço e amor, vivido na expectativa do encontro com Cristo. A esperança da justiça e o chamado ao amor prático marcam a vida dos que aguardam o Senhor, que recompensará não apenas grandes feitos, mas a fidelidade no mínimo. O Espírito Santo nos capacita a viver em santidade, arrependimento e serviço, até o dia em que estaremos para sempre com o Senhor.
O ponto de partida
O ponto de partida é a declaração de Jesus em Apocalipse 22:12: “Eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra.” A ministração se desenvolve a partir da urgência dessa promessa, questionando o que cada um receberá do Senhor naquele dia e como tem vivido diante da iminência da Sua vinda.
Desenvolvimento da Palavra
O galardão segundo a fidelidade e a urgência da volta
A recompensa do Senhor será dada a cada um conforme a obra realizada e a fidelidade no ministério recebido. Não importa o tamanho da responsabilidade, mas a fidelidade em cumpri-la. Quem recebeu pouco e foi fiel, pode receber mais do que quem recebeu muito e foi infiel. O chamado é para correr a carreira até o fim, sendo diligente em tudo, pois o Senhor pode voltar a qualquer momento: à noite, de madrugada ou ao amanhecer.
A reflexão se aprofunda com a comparação ao servo de Mateus 24:48, que pensa que o Senhor tarda a vir. O perigo está em adiar a diligência, mas a palavra de Jesus é clara: Ele vem cedo. Concordar com essa verdade leva à diligência e ao serviço constante, pois a volta do Senhor é certa e pode acontecer a qualquer instante.
O ministro compartilha um testemunho pessoal sobre sua filha, Nani, que aos 15 anos decidiu não mais congregar. Ele relata que estaria disposto a abdicar de todo ministério para não perder sua casa ou um filho, mas escolheu interceder em oração até que ela se convertesse. O Senhor, porém, agiu de outra forma, mostrando que a obra de Deus é soberana e que estamos próximos da volta do Senhor, quando situações imprevisíveis podem acontecer.
O tempo da salvação e a nova vida em Cristo
O tempo entre a primeira e a segunda vinda de Jesus é o tempo da salvação, como anunciado em Atos 2:17. É o período em que Deus derrama Seu Espírito sobre toda carne, e todos podem invocar o nome do Senhor para serem salvos. O ministro enfatiza que não ser cheio do Espírito é resultado de incredulidade ou falta de desejo, pois a promessa está disponível.
O testemunho de um ex-cangaceiro, que após uma vida de crimes foi alcançado pela misericórdia de Deus, ilustra o poder transformador do novo nascimento. O próprio ministro compartilha sua experiência de conversão, marcada pelo perdão e pela libertação do ódio, ressaltando que todos precisam de um encontro com Deus e que não há diferença essencial entre nós e os piores pecadores do mundo. O amor e a misericórdia de Deus são incomparáveis, capazes de transformar qualquer vida.
A primeira vinda de Cristo inaugurou os últimos dias, e a segunda vinda marcará o fim deles, estabelecendo o reino de justiça, paz e alegria. O chamado é para viver cheios do Espírito, testemunhando uma vida celestial e não investindo nas riquezas deste mundo, que são comparadas a um banco falido.
A esperança da ressurreição, o tribunal de Cristo e o ministério do amor
A segunda vinda de Cristo trará o arrebatamento da igreja e a ressurreição dos santos, conforme 1 Tessalonicenses 4:13-18. Os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro, e os vivos serão arrebatados para se encontrar com o Senhor nos ares. Essa esperança consola e fortalece os crentes, animando-os a perseverar.
Há uma recompensa reservada para quem ama a vinda do Senhor, como ensina 2 Timóteo 4:6-8. A coroa da justiça será dada não só a Paulo, mas a todos os que amam a volta de Jesus. Após a ressurreição e o arrebatamento, todos comparecerão ao tribunal de Cristo (2 Coríntios 5:10), onde cada um receberá segundo o que fez, seja bem ou mal. Lá, toda lágrima derramada por causa do reino será recompensada, e o sofrimento suportado por amor ao Senhor não será esquecido.
O Senhor chamará os servos fiéis, como em Mateus 25:23: “Bem está, bom e fiel servo, sobre o pouco fostes fiel, sobre o muito te colocarei. Entra no gozo do teu Senhor.” O prazer do Senhor está em Deus, e o prazer do Pai está no Filho. Os que foram colocados no seio do Filho experimentarão o gozo do Seu coração, não por mérito próprio, mas por misericórdia e compaixão divina.
O ministério do amor é destacado em 1 João 4:7-11. Deus tomou a iniciativa de amar, enviando Seu Filho para propiciação dos nossos pecados. Assim, quem conhece a Deus toma a iniciativa de amar, sem esperar ser amado primeiro. O chamado é para amar uns aos outros como Deus nos amou, plantando amor e semeando relacionamentos marcados pela graça.
Após o tribunal de Cristo, virão as bodas do Cordeiro (Apocalipse 19:7-8) e o estabelecimento do reino messiânico de Cristo (Apocalipse 5:9-10), onde os redimidos reinarão com Ele sobre a terra. A esperança está em Gálatas 5:5: “aguardamos a esperança da justiça pelo Espírito da fé”. Cristo é a esperança da glória e o único que pode trazer justiça ao mundo.
Nossa resposta ao Senhor
O chamado final é para aguardar a promessa de novos céus e nova terra, vivendo de modo irrepreensível e em paz, conforme 2 Pedro 3:13-18. A longanimidade do Senhor é salvação, e o alerta é para não ser enganado e perder a firmeza. O caminho é crescer na graça e no conhecimento de Jesus, valorizando a salvação, arrependendo-se dos pecados e permitindo que o Espírito Santo convença e transforme. A resposta é oração, entrega e disposição para ser convencido e guiado pelo Espírito.
Para guardar
- A volta do Senhor é certa e trará recompensa conforme a fidelidade de cada um.
- O tempo presente é oportunidade de salvação, serviço e amor prático.
- O Espírito Santo capacita para viver em santidade, aguardando a esperança da justiça.