Essência
A vida cristã é marcada por um propósito profundo: sermos conformados à imagem de Cristo, o primogênito entre muitos irmãos. Esse processo envolve não apenas santificação e renovação, mas também uma postura constante de gratidão. Ações de graças não são apenas uma formalidade do culto, mas o reflexo de uma vida cheia do Espírito, capaz de edificar, abençoar e manifestar a glória de Deus em todas as gerações.
O ponto de partida
O propósito central de Deus é transformar cada um conforme a imagem de Seu Filho, Jesus Cristo, para que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos. e Efésios 1:5 fundamentam essa predestinação, mostrando que fomos chamados, justificados e glorificados para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo, segundo o beneplácito da vontade de Deus.
Desenvolvimento da Palavra
O propósito eterno: Igreja gloriosa e culto racional
A carta aos Efésios revela o propósito eterno de Deus: congregar tudo em Cristo e manifestar Sua glória na igreja, não apenas em um tempo específico, mas em todas as gerações. Paulo encerra a primeira parte de Efésios destacando a glória de Cristo na igreja, que deve ser vivida hoje. O Senhor Jesus está preparando uma igreja gloriosa, santificando-a pela lavagem da água pela palavra, para apresentá-la sem mácula, ruga ou coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. O ministério da palavra permanece ativo porque a igreja ainda está sendo aperfeiçoada.
Esse processo de santificação ocorre tanto nos cultos quanto na vida diária, que é descrita como culto racional em Romanos 12. O culto racional é realizado com entendimento, consciência e sobriedade, diferente de movimentos descontrolados. É um culto agradável a Deus, realizado por corpos santos e consagrados, não conformados com o mundo, mas transformados pela renovação do entendimento. A vontade de Deus é boa, agradável e perfeita, e o culto racional é a expressão dessa vontade.
Ações de graças: evidência de vida cheia do Espírito
Efésios 5:20 destaca que uma pessoa cheia do Espírito Santo é marcada por ações de graças. Paulo contrasta essa postura com a dos ímpios, descritos em Judas, que proferem duras palavras e não dão graças. O crente, ao contrário, deve evitar palavras torpes e promover edificação, dando graças por tudo. O Espírito Santo sela o crente para a salvação, mas deseja ocupar completamente todas as áreas da vida, enchendo o pensamento e o coração. Quando isso acontece, amargura, ira, cólera, gritaria, blasfêmia e malícia são removidas, e a boca profere apenas ações de graças.
A vida cheia do Espírito também é marcada por benignidade, misericórdia e perdão. Dar graças a Deus pelo perdão recebido leva o crente a conceder perdão aos outros. Paulo exemplifica essa prática ao dar graças pelas igrejas em Filipenses, Colossenses e Tessalonicenses, reconhecendo o crescimento espiritual e o amor entre os irmãos. O ato de abençoar a igreja retorna como bênção para quem abençoa, enquanto a maldição proferida volta sobre quem amaldiçoa.
Ações de graças em Cristo: humildade, provisão e glória
Jesus é o modelo perfeito de gratidão. Ele deu graças ao Pai por revelar as coisas aos pequeninos, não aos sábios e entendidos, mostrando que a revelação é concedida àqueles que se humilham diante de Deus. Jesus iniciou seu ministério entre os humildes, e não entre os proeminentes da Judéia, valorizando os pequeninos.
Na multiplicação dos pães, Jesus deu graças antes de repartir, demonstrando dependência do Pai e ensinando que a gratidão precede a provisão. O pão de cevada, alimento dos pobres, foi multiplicado para saciar os necessitados, e o Espírito Santo enfatizou a importância de dar graças ao registrar o local onde Jesus deu graças, não apenas onde realizou o milagre.
A gratidão também é vista na ressurreição de Lázaro, quando Jesus agradece ao Pai por ouvi-lo antes de realizar o milagre. Ações de graças precedem a manifestação do poder de Deus. Em Lucas 17, Jesus lamenta que apenas um dos dez leprosos curados voltou para dar graças, mostrando que a gratidão glorifica a Deus e é fundamental para uma fé salvadora.
Cristo revelado
Cristo é revelado como o primogênito, o modelo para a igreja gloriosa, e o exemplo supremo de gratidão. Sua vida demonstra que ações de graças são o caminho para a revelação, provisão e manifestação da glória de Deus.
Nossa resposta ao Senhor
A resposta ao Senhor é cultivar uma vida cheia do Espírito, marcada por ações de graças em todas as circunstâncias, edificar com palavras que promovem graça, abençoar a igreja e os irmãos, e buscar humildade para receber revelação e provisão do Pai.
Para guardar
- A gratidão é evidência de uma vida cheia do Espírito Santo.
- Ações de graças precedem provisão e manifestação do poder de Deus.
- O culto racional é realizado com entendimento, santidade e consciência.