Essência
Ser adotado por Deus é a obra mais sublime e maravilhosa que Ele realizou em favor da humanidade. Todos nascem órfãos de Deus e escravos do pecado, mas o Senhor, em Seu amor, planejou reconciliar o homem consigo mesmo, tornando-o filho por adoção. Essa adoção não é apenas um ato legal, mas um processo de inclusão, reconciliação e transformação, que nos concede uma nova identidade, uma nova mente e uma herança eterna.
O ponto de partida
O anseio pela palavra de Deus é fundamental, especialmente diante da profecia de escassez futura. O tema central é a adoção divina, retomando o propósito de reconciliação: nascemos órfãos e escravos, mas Deus nos oferece o privilégio de sermos chamados filhos por meio de Jesus Cristo. O texto-base é Efésios 1:5, que revela o plano eterno de Deus em nos predestinar para filhos de adoção.
Desenvolvimento da Palavra
O estado do homem e o propósito da adoção
Todos os homens, sem exceção, nascem separados de Deus, órfãos e escravos do pecado. Apenas Jesus Cristo nasceu como Filho autêntico de Deus, sem pecado. Romanos declara que todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus. O método divino para reconciliar o homem foi a adoção, transformando inimigos em filhos. Colossenses 1:21 mostra que, em outro tempo, éramos estranhos e inimigos no entendimento, praticando obras más, mas agora fomos reconciliados.
A mente humana, corrompida e voltada para as coisas terrenas, precisa ser renovada. Deus realiza um transplante espiritual, substituindo a mente pervertida pela mente de Cristo. Mesmo as obras boas, sem Deus, têm essência má, pois só Deus é bom. A dádiva suprema enviada ao homem é Jesus Cristo, autor da reconciliação. Romanos 5:10 destaca que, sendo inimigos, fomos reconciliados pela morte do Filho, e a salvação é garantida pela vida de Cristo governando nossos corações.
A maior bênção é o poder de sermos feitos filhos de Deus. Deus deseja adotar todos, mas há quem rejeite esse privilégio, como exemplificado na vida de Ló, que perdeu herança e bênçãos por não aceitar a adoção. Moisés, por outro lado, foi adotado pela filha de Faraó, tornando-se instrumento útil de Deus e conduzindo o povo à herança prometida.
Exemplos de adoção nas Escrituras
A vida de Esther ilustra a adoção e seu impacto. Órfã, foi criada por Mardoqueu, que a adotou e cuidou dela. Diante da ameaça ao povo judeu, Mardoqueu instruiu Esther a não se calar, pois talvez para aquele tempo ela tivesse chegado ao reino. Esther, obediente, convocou jejum e oração, colocando-se em sacrifício para buscar o livramento do povo. Sua posição de sujeição e obediência resultou em bênção e prosperidade para todo o povo judeu.
Outro exemplo é Jesus Cristo, adotado por José. Embora gerado pelo Espírito Santo, José aceitou o propósito divino, acolhendo Jesus e cumprindo as profecias: Jesus nasceu em Belém, da linhagem de Davi, conforme exigido pela Palavra. José protegeu Jesus, fugindo para o Egito quando necessário, demonstrando o cuidado humano na realização do plano divino. Assim, José tipifica a adoção de Deus, zelando pelo Filho para o cumprimento de todas as promessas.
Esses exemplos apontam para a adoção mais sublime: Deus nos adota como filhos, concedendo-nos identidade, cuidado e herança. Romanos 8:14 afirma que os guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. A pergunta é: quem tem guiado sua vida? O Espírito de Deus ou outras influências? A mensagem da cruz é central: Jesus morreu pelos nossos pecados, e reconhecer isso é essencial para receber a adoção.
Adoção, herança e glorificação
Jesus veio para remir os que estavam debaixo da lei do pecado, concedendo a adoção de filhos. O amor de Deus apaga pecados e transgressões, oferecendo acolhimento e cuidado incomparáveis. O Espírito do Filho clama “Abba Pai” em nossos corações, evidenciando a filiação. A obediência ao conselho divino, como Esther obedeceu a Mardoqueu, é fundamental para viver como filhos de Deus.
A adoção não é apenas presente, mas futura: Romanos 8:23 revela que toda a criação geme, esperando a redenção do corpo, a glorificação final. A garantia da glorificação é a adoção prévia, a mudança de natureza. 1 João 3:1-2 destaca o grande amor do Pai, que nos chama filhos de Deus. Ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas quando Cristo se manifestar, seremos semelhantes a Ele e o veremos como Ele é.
Aceitar Cristo como Senhor, nascer de novo e participar da família bendita é necessário para ver o Senhor. Aqueles já adotados devem conservar a vida de Cristo, pois nada separa do amor de Deus. A filiação é a maior dádiva, superior a qualquer posição terrena. Esther era rainha, mas seu diferencial era ser filha de Deus. Somos filhos porque cremos em Jesus Cristo e desejamos vê-Lo naquele dia.
Cristo revelado
Jesus Cristo é apresentado como o Filho autêntico de Deus, autor da reconciliação, exemplo máximo de santidade e pureza. Sua vida, morte e ressurreição são o fundamento da adoção, e Ele é o Salvador que nos concede identidade, herança e glorificação.
Nossa resposta ao Senhor
A resposta é aceitar a adoção, nascer de novo, entregar-se a Cristo e conservar a vida dEle em nós. O convite é para olhar para a cruz, reconhecer o sacrifício e viver como filhos obedientes, guiados pelo Espírito, aguardando a manifestação final de Cristo.
Para guardar
- A adoção divina transforma órfãos e escravos em filhos e herdeiros.
- Exemplos bíblicos mostram o impacto da obediência e aceitação da adoção.
- A filiação em Cristo é a maior dádiva, garantindo herança e glorificação.