Essência

A verdadeira adoração nasce do reconhecimento de quem é Jesus Cristo: o Criador, o Salvador, a única necessidade do homem. O evangelho eterno proclama que toda criatura deve temer, dar glória e adorar ao Senhor, pois somente Ele é digno. O perdão de Deus nos conduz ao temor, à reverência e à adoração, e a justiça divina exalta o inocente, revelando a glória de Cristo. O amor por Jesus é o fundamento da adoração genuína, e só aqueles que preferem o Senhor acima de tudo experimentam a plenitude dessa vida e glória.

O ponto de partida

Durante a celebração da ceia, a reflexão sobre a obra consumada de Cristo e a oportunidade de adorar em casa, sem vergonha, conduzem à necessidade de exercitar a adoração em qualquer lugar. O ministro recorda o momento em que sua filha pronunciou “Jesus” antes de “pai” ou “mãe”, destacando a importância de ter Jesus como prioridade em todas as áreas da vida. O texto-base é Apocalipse 14:6-7, onde o evangelho eterno é proclamado a toda humanidade, convocando ao temor, à glória e à adoração ao Criador.

Desenvolvimento da Palavra

O Evangelho Eterno e os Direitos de Deus

O evangelho eterno, anunciado por um anjo, é dirigido a toda nação, tribo, língua e povo, convocando todos a temer a Deus, dar-lhe glória e adorá-lo. Se até os anjos, que receberam menos revelação, proclamam a glória de Deus, quanto mais os homens, privilegiados com o evangelho e as riquezas insondáveis de Cristo, devem curvar seus corações em adoração. O temor, a glória e a adoração são direitos de Deus, e o perdão concedido por Ele nos leva a reverenciá-lo. O Salmo 130 é citado para mostrar que o perdão de Deus tem o propósito de que Ele seja temido.

Reconhecer a dignidade eterna de Deus implica confessar sua glória com o coração e com a boca. O Senhor deve ser adorado, pois homens frequentemente adoram outras coisas, mas o evangelho eterno chama todos a adorar o Criador. A salvação não visa melhorar Adão, mas propagar a raça eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido para anunciar as virtudes de Cristo.

Jesus Cristo: Criador e Digno de Adoração

A Bíblia revela que Jesus é o Criador: em João 1:1-3, o Verbo estava no princípio com Deus, era Deus, e todas as coisas foram feitas por Ele. Nada foi feito sem Jesus Cristo. O Pai concedeu a Jesus a honra e dignidade de ser adorado em todas as esferas do universo. A manifestação da glória de Deus depende da restauração dessa dignidade em nossos corações pelo Espírito Santo.

Quando Jesus veio ao mundo, os anjos cantaram “glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade de Deus para com os homens”. A salvação é iniciativa de Deus, pois o homem, mergulhado em pecados, não buscava a Deus. Deus habita em um alto e sublime trono, e é Ele quem busca pecadores. O pecado se agrava pela falta de conhecimento de Deus, e a juventude, distante do Senhor, busca satisfazer seus próprios desejos, sem lembrar de Deus. O juízo se aproxima, e o Espírito Santo veio para convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo.

Justiça, Exaltação e Adoração

No reino de Deus, a justiça recompensa o inocente e condena o culpado. Os culpados são aqueles que rejeitaram a Deus e não atenderam ao seu chamado. O Salmo 29 destaca a grandeza de Deus e a glória devida ao seu nome. A voz do Senhor é poderosa, separa labaredas de fogo, faz tremer o deserto e, no templo, cada um diz “glória”. Reconhecer a glória de Deus é essencial, pois nada temos para dar ao Senhor; tudo vem Dele e retorna para Ele.

A justiça de Deus exalta o inocente, como exemplificado na história de José, que foi injustamente preso, mas depois exaltado. A analogia aponta para Jesus, que foi para a sepultura inocentemente, levou o pecado sobre a cruz e foi exaltado pelo Pai. Filipenses 2:8-11 mostra que Jesus foi exaltado soberanamente, e todo joelho se dobrará diante Dele. Isaías 45:23 confirma que a justiça absolve o inocente e condena o culpado.

A justiça de Deus não pode ser pedida por pecadores, pois ela exterminaria o mundo. Deus despejou sua ira sobre Jesus, e agora basta crer em Cristo para que os pecados sejam apagados. Antes da vinda do Senhor, Ele dará um corpo de glória aos seus, e a eternidade será marcada por juventude e perfeição. Toda criatura foi criada para louvar ao Senhor, e a adoração é fruto de um conhecimento elevado de Deus.

Amor, Adoração e Preferência por Cristo

O amor por Jesus produz adoração profunda. Maria, em Lucas 7:36-38 e 44-47, demonstrou esse amor ao ungir os pés de Jesus com lágrimas e perfume, sendo perdoada por muitos pecados porque muito amou. O amor está vinculado ao conhecimento de Deus, e preferir Jesus acima de tudo é o que faz alguém ser preferido por Deus. Aqueles que não adoram a Cristo são considerados como nada diante Dele, conforme Isaías 40:17.

Conhecer a Deus transforma vida e caráter, tornando impossível ser igual ao mundo. Enoque, que andou com Deus, teve sua imagem e esfera mudadas, sendo tomado pelo Senhor. Andar com Deus traz recompensa e manifestação da glória do Senhor. Jesus Cristo é a única necessidade, pois sem Ele tudo vai mal, mas com Ele tudo está bem. A expectativa é pela glória de Cristo e pela sua vinda.

Para guardar

  • O evangelho eterno convoca ao temor, glória e adoração ao Senhor.
  • Jesus Cristo é o Criador e digno de toda adoração e reconhecimento.
  • O amor por Jesus é o fundamento da adoração genuína e da preferência por Ele.