Essência
Ser cooperador de Deus é operar junto com o Senhor, não segundo a própria vontade, mas em submissão ao que Ele deseja. A verdadeira cooperação nasce da proximidade com Cristo, que amplia nossa visão espiritual e nos capacita a servir com compaixão, fidelidade e humildade. O chamado é para edificar a igreja, cuidar das ovelhas errantes e manter o coração alinhado ao do Bom Pastor, vivendo para a glória de Deus e não para si mesmo.
O ponto de partida
A palavra parte da afirmação de Paulo em 1 Coríntios 3 sobre sermos cooperadores de Deus. O conceito de cooperação é apresentado como operar junto ao Senhor, com a disposição de fazer o que Ele quer, não o que desejamos. A necessidade de oração e submissão ao Senhor é destacada como fundamento para todo serviço na casa de Deus.
Desenvolvimento da Palavra
A Visão do Cooperador e a Proximidade com Deus
Cooperar com Deus exige não apenas disposição, mas alinhamento de pensamento e propósito com o Senhor. O cooperador não age por iniciativa própria, mas busca realizar a vontade de Deus. Paulo ensina que, embora uns plantem e outros reguem, é Deus quem dá o crescimento, e cada um receberá galardão segundo o seu trabalho. O galardão está reservado para quem serve, não para quem apenas observa.
A edificação na casa de Deus requer percepção espiritual. Paulo compara o fundamento lançado por ele ao trabalho de um arquiteto, mas adverte que cada um veja como edifica. A limitação da visão humana exige dependência dos olhos do Senhor. Aqueles que estão mais próximos de Deus, como os querubins e serafins, têm mais olhos, ou seja, maior capacidade de perceber o que o Senhor deseja. Quanto mais distante do Senhor, menos se enxerga; quanto mais próximo, maior a visão espiritual.
O afastamento de Deus leva à cegueira espiritual, tornando impossível enxergar a igreja e a glória de Deus. A proximidade com o Senhor é essencial para ver a igreja como Ele a vê e para não se perder nas trevas do pecado. A igreja é uma visão de Deus, e só com olhos abertos pelo Senhor é possível percebê-la.
Exemplos de Fidelidade e Transformação
A história de Moisés ilustra o processo de transformação necessário para servir a Deus. Mesmo instruído em toda a ciência do Egito, Moisés precisou de quarenta anos no deserto para perder a aparência e o caráter egípcio. Só então, reconhecendo sua incapacidade, tornou-se útil ao Senhor. Josué, por sua vez, serviu fielmente por quarenta anos antes de ser revelado como o escolhido de Deus para liderar o povo. A fidelidade no trabalho alheio e a submissão ao propósito divino são fundamentais para ser usado por Deus.
A escolha de Josué não partiu de Moisés, mas do próprio Deus, mostrando que o Senhor é quem estabelece e remove líderes, concede sabedoria e unção. Josué cuidou da honra de Moisés, assim como Jesus cuidou da honra do Pai e da igreja. O cuidado com a glória e a santidade de Deus é vital; quando a igreja negligencia isso, entra em decadência espiritual.
O pecado, como o de Acã, traz derrota e vergonha para o povo de Deus. A restauração exige arrependimento, como anunciado por João Batista na preparação para a vinda do Senhor. O mesmo chamado ao arrependimento prepara o caminho para o retorno de Cristo.
Companheirismo na Aflição e o Coração de Jesus
João, em Apocalipse, se identifica como irmão e companheiro na aflição, não como apóstolo. A verdadeira glória está em ser irmão, parte da família de Deus, e em compartilhar as aflições dos santos. O coração de Jesus, revelado em Mateus 9, é cheio de compaixão pelas multidões desgarradas, como ovelhas sem pastor. O chamado é para percorrer cidades e aldeias, pregando o evangelho, curando e levando as ovelhas ao verdadeiro Pastor.
Em seu testemunho, o ministro recorda como, ao pedir demissão de seu emprego, foi impactado pela visão de pessoas como ovelhas perdidas, o que confirmou seu chamado para buscar e apresentar vidas ao Bom Pastor. A firmeza na fé não depende de líderes humanos, mas de estar firmado em Cristo, a Rocha.
Jesus é o verdadeiro Pastor; os líderes humanos são apenas auxiliares. Levar as pessoas ao Pastor verdadeiro é garantir que não se desviem, mesmo diante de falhas humanas. A compaixão de Jesus é o modelo para servir, pois Ele não despede ninguém com fome, mas alimenta e cuida do rebanho. A falta de alimentação espiritual leva à fraqueza e à morte; aceitar o tratamento de Deus é essencial para a restauração.
A Visão Celestial e a Vitória dos Fiéis
João, arrebatado em espírito, vê a igreja como castiçais de ouro e Cristo no meio dela. Só a proximidade com o Senhor permite enxergar a natureza celestial da igreja. A limpeza do pavio, feita pelo Senhor, é necessária para que a luz resplandeça; o Espírito Santo dá vida e renova o caráter do crente. A vida fala mais alto que palavras, e a limpeza interior reflete o caráter de Cristo, cheio de compaixão.
A união com Cristo impede o fracasso no amor e no serviço. Jesus compartilha Sua glória com os que O amam e permanecem fiéis. A vitória pertence ao Cordeiro e aos chamados, eleitos e fiéis, que não amam suas vidas até a morte, seguindo o exemplo de Cristo, obediente até a cruz. O tempo é urgente: é hora de anunciar o nome do Senhor, buscar as ovelhas perdidas e edificar uma igreja gloriosa para Cristo.
Nossa resposta ao Senhor
O chamado é para buscar a proximidade com Cristo, aceitar Seu tratamento, servir com compaixão e fidelidade, e anunciar o evangelho às ovelhas errantes. A oração final clama por coragem, fé e disposição para levar o reino de Deus aos perdidos, edificando a igreja para a glória do Senhor.
Para guardar
- Cooperar com Deus exige submissão e proximidade com Cristo.
- Fidelidade no serviço e compaixão refletem o coração do Bom Pastor.
- A vitória pertence aos que permanecem fiéis, não amando suas vidas até a morte.