Essência
A mesa do Senhor é um memorial de um fato real e eterno: o Cordeiro foi morto, seu sangue nos protegeu e nos fez povo de Deus. A ceia não é apenas uma lembrança simbólica, mas a celebração de uma história verdadeira que nos inclui e nos dá acesso ao Pai. A dignidade do Cordeiro é reconhecida no céu e na terra, e por meio dele, temos ousadia para nos assentar à mesa e adorar.
O ponto de partida
O partir do pão é um momento de atribuir valor eterno ao que nos trouxe à mesa do Senhor. Não se trata de uma figura, mas de um fato: assim como Israel foi marcado pela travessia do Jordão e pela Páscoa, hoje celebramos a salvação e a formação de um povo especial pelo sangue do Cordeiro.
Desenvolvimento da Palavra
O Memorial da Salvação e o Valor do Sangue
A travessia do Jordão e a Páscoa são apresentados como fatos históricos que marcaram o povo de Israel. Pedras foram tiradas do rio e deixadas como memoriais, não apenas para lembrar, mas para testemunhar o que Deus fez. A Páscoa, a passagem do Senhor sobre as casas marcadas pelo sangue, impediu a morte dos filhos de Israel. A memória desse livramento não se apagou, tornando-se fundamento para a prática da ceia e da Páscoa entre os judeus. Quando perguntados sobre o motivo dessas práticas, a resposta é clara: o Senhor salvou, tirou do Egito e fez um povo especial, zeloso de boas obras.
Hoje, ao nos reunirmos para a ceia, fazemos memória de uma história verdadeira: o Cordeiro morreu na cruz, foi entregue, e a morte passou por cima de nós. O sangue do Cordeiro nos protegeu, nos guardou e nos fez família, sentados à mesa do Cordeiro. A expectativa das bodas do Cordeiro é ressaltada como um momento em que o próprio Senhor servirá os seus, diferente de qualquer celebração humana. O Senhor mantém para sempre a marca do servo, servindo seu povo com perfeição.
O Cordeiro no Trono e o Acesso ao Pai
O Cordeiro pascal apontava para o verdadeiro Cordeiro, cuja dignidade é celebrada em Apocalipse 5. No céu, toda a criação reverencia e canta ao Cordeiro. João viu que ninguém era digno de abrir o livro, nem no céu, nem na terra, nem debaixo da terra. O choro de João é interrompido pela revelação do Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu para abrir o livro e desatar seus selos. No centro do trono, entre criaturas de juízo e anciãos, está o Cordeiro, como havendo sido morto.
Essas criaturas, que antes guardavam o caminho do Éden com espada de juízo, agora não impedem mais o acesso. O sangue do Cordeiro nos dá ousadia para entrar no santuário; o caminho não está mais obstruído. O Cordeiro, com sete pontas e sete olhos, representa a plenitude do Espírito de Deus enviado à terra. Ao tomar o livro, todos se prostram diante do Cordeiro, reconhecendo sua dignidade. As orações dos santos são apresentadas diante dele, e um novo cântico é entoado: digno é de tomar o livro e abrir seus selos, pois foi morto e com seu sangue comprou para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação, tornando-os reis e sacerdotes.
O Louvor Universal ao Cordeiro Vivo
O louvor ao Cordeiro não se limita ao céu, mas envolve toda a criação: anjos, criaturas viventes, anciãos, milhões de milhões, milhares de milhares, todos proclamam em alta voz a dignidade do Cordeiro que foi morto, digno de receber poder, riquezas, sabedoria, força, honra, glória e ações de graças. Toda criatura, no céu, na terra, debaixo da terra e no mar, une-se em adoração ao que está no trono e ao Cordeiro, declarando ações de graças, honra, glória e poder para todo o sempre.
As criaturas que guardam o trono dizem “amém”, e os vinte e quatro anciãos prostram-se e adoram ao que vive para todo o sempre. Jesus, que esteve morto, agora vive para sempre. Essa é a história que nos dá dignidade para nos assentarmos à mesa do Senhor, tomar o cálice e o pão, e glorificar ao Senhor.
Para guardar
- A ceia é memorial de um fato real: o Cordeiro morreu e nos deu acesso ao Pai.
- O sangue do Cordeiro nos protege e nos faz povo especial, reis e sacerdotes.
- Toda a criação reconhece e adora a dignidade do Cordeiro vivo para sempre.