Essência
Exortação é despertamento e encorajamento para que cada um compreenda o propósito de sua vida em Cristo e viva de modo digno da salvação recebida. O chamado é para conhecer profundamente a Cristo, assumir Seu pensamento e agir conforme Sua mente, confessando-O com os lábios e vivendo uma vida de temor, santificação e obediência, tanto no lar quanto na igreja. A verdadeira edificação espiritual depende do conhecimento de Cristo e da prática de Sua palavra.
O ponto de partida
A palavra nasce da urgência de exortação nos tempos atuais, fundamentada na carta aos Hebreus, especialmente no apelo para suportar a palavra da exortação. O ministro destaca a vastidão do tema, mesmo em uma carta considerada breve, e a necessidade de conhecimento para não perecer espiritualmente.
Desenvolvimento da Palavra
O Conhecimento de Cristo e a Urgência da Exortação
O desconhecimento de Cristo é apontado como causa de destruição espiritual, enquanto o conhecimento de Sua pessoa e obra é o fundamento da edificação da igreja. O profeta Oséias é citado para mostrar que a falta de conhecimento levou o povo à destruição. Assim, conhecer a grandeza, majestade e dignidade de Cristo é essencial. Pedro testemunhou ter visto a majestade do Senhor, e a exortação se torna ainda mais urgente nos dias atuais, para que os crentes avancem e compreendam por que Jesus é digno de louvor.
A dignidade de Cristo é ressaltada: Deus ordenou que todos os anjos O adorassem, pois Ele é Deus. Jesus se fez menor que os anjos ao assumir a carne, mas, após Sua morte e ressurreição, foi exaltado acima de todos os céus e seres espirituais, tornando-se o mais excelente e digno entre todos. Ele é o único mediador entre Deus e os homens, homem perfeito, vencedor e consumador da obra de Deus.
O Pensamento de Cristo e a Transformação da Mente
O apelo de Filipenses 2:5 é central: ter o mesmo sentimento, mente e pensamento de Cristo. A mente natural do homem é corrompida e corruptora, por isso é necessário renovar o entendimento. O contraste entre o pensamento de Jesus e o dos discípulos é ilustrado por Pedro, que rejeitou a ideia da cruz, e Tomé, que se dispôs a morrer com o Senhor, mas ambos demonstraram pensamentos diferentes dos de Cristo. A cruz é apresentada como o lugar onde se aprende a pensar e sentir como Jesus.
A exaltação de Cristo veio pelo caminho da humilhação, obediência e aniquilação de si mesmo. O mundo prega autopromoção, mas Cristo tomou a forma de servo e se humilhou até a morte de cruz. O caminho da exaltação é seguir esse exemplo, assumindo o mesmo sentimento e obediência, mesmo diante do sofrimento. O jovem, ao buscar liberdade, muitas vezes rejeita a cruz, mas é chamado a submeter-se à autoridade, reconhecendo que toda autoridade vem de Deus.
A Palavra, a Santificação e a Confissão
A palavra de Deus é o padrão que define o que é santo. Não é o critério humano que santifica, mas a palavra e a oração. O ensino sobre alimentação ilustra que toda criatura de Deus é boa e santificada pela palavra e oração. Da mesma forma, os filhos são santificados quando os pais oram por eles. A oração tem poder santificador, e a palavra nunca deve ser desprezada.
O ensino sobre julgar a igreja é claro: só Cristo pode avaliá-la perfeitamente, pois Deus declarou que ela é santa por causa da obra de Cristo. A edificação da igreja começa no lar, quando os pais ensinam os filhos a ouvir, aprender e temer ao Senhor. O método de Jesus é chamado à mansidão e humildade, criando um ambiente onde o filho aprende a ouvir e respeitar a autoridade, sendo abençoado com um jugo suave e fardo leve.
A disciplina e a verdade são essenciais na criação dos filhos. Se os pais ameaçam e não cumprem, ensinam a mentira. Deus é verdadeiro e cumpre Sua palavra. O temor do Senhor é apresentado como tesouro e fonte de vida, capaz de livrar dos laços da morte. Ensinar o temor do Senhor é garantir que os filhos levem Deus a sério e, assim, vivam de modo digno.
Morrer com Cristo, Confessar Seu Nome e Viver em Fidelidade
Segundo Timóteo 2 apresenta princípios fundamentais: morrer com Cristo para viver com Ele, sofrer para reinar, e não negar o Senhor. A confissão de Cristo é essencial, tanto na reunião quanto diante dos homens. Mateus 10 reforça que quem confessa Jesus será confessado por Ele diante do Pai, mas quem O nega será negado. A igreja de Filadélfia é citada como exemplo de quem guardou a palavra e não negou o nome do Senhor.
A fidelidade de Cristo é inabalável: mesmo que sejamos infiéis, Ele permanece fiel. Por isso, é necessário considerar Jesus como digno da confissão, exaltando Seu nome em todo tempo. O que ocupa a mente transborda nos lábios; por isso, é preciso encher o coração com Cristo para que a confissão seja verdadeira e constante.
Cristo revelado
Cristo é revelado como o Filho exaltado, digno de toda adoração, herdeiro de todas as coisas, sustentador do universo pela palavra do Seu poder, mediador perfeito e sumo sacerdote da confissão dos crentes. Sua humilhação, obediência e exaltação mostram o caminho para todo aquele que deseja segui-Lo.
Nossa resposta ao Senhor
A resposta é assumir o pensamento de Cristo, viver em obediência, confessar Seu nome com os lábios e conduzir a família e a igreja pelo caminho da santificação, temor e verdade, reconhecendo a dignidade e fidelidade do Senhor em todo tempo.
Para guardar
- Conhecer a Cristo é essencial para a edificação espiritual.
- O caminho da exaltação passa pela humilhação e obediência, como Cristo.
- Confessar o nome do Senhor é fruto de um coração cheio de Cristo.