Essência
O Senhor chama cada um a viver com um coração dilatado, cheio de amor e gratidão, aguardando a vinda de Jesus com uma vida irrepreensível. A língua, instrumento poderoso para a vida ou para a morte, precisa ser guardada do mal. O crescimento espiritual passa pelo temor do Senhor, pela prática do bem e pela busca da paz, resultando em plenitude e unidade no corpo de Cristo. Valorizar a salvação e glorificar a Deus em todas as circunstâncias é o caminho para experimentar a verdadeira largueza de coração e a vida abundante que o Evangelho oferece.
O ponto de partida
O clamor inicial é para que a igreja ame o Senhor, deseje Sua vinda e viva alegremente em Sua presença, sendo preservada do pecado e encontrada irrepreensível em espírito, alma e corpo. O texto-base é Salmos 34, especialmente os versos 11 a 13, que convidam a aprender o temor do Senhor e a guardar a língua do mal.
Desenvolvimento da Palavra
O poder da língua e o temor do Senhor
A Palavra ensina que a morte e a vida estão no poder da língua. Quem deseja a vida precisa aprender o temor do Senhor, ouvindo com o coração e permitindo que Deus dome sua língua. Uma língua não controlada se torna instrumento de iniquidade, semeando murmuração, contenda e destruição. Jesus alertou que cada um dará conta de toda palavra ociosa. Por isso, é necessário proclamar a graça e a vida do Senhor, em vez de condenar ou murmurar.
A escolha entre vida e morte está diante de cada um. O Senhor propõe a vida, e cabe ao homem escolhê-la, buscando dias largos e crescimento espiritual. Essa largueza de espírito não vem sem tribulação. O exemplo de José, que cresceu na terra da aflição, mostra que o crescimento espiritual é resultado de provas e do esquecimento de si mesmo. José chamou seu filho Manassés para nunca esquecer que Deus o fez esquecer de todo o seu trabalho e sofrimento. Paulo também fala sobre esquecer as coisas que para trás ficam e prosseguir para o alvo.
Largueza de coração, unidade e prática do bem
A largueza de coração é resultado do trabalho de Deus em meio às aflições. Salomão recebeu de Deus um coração largo em entendimento e sabedoria. Paulo, ao escrever aos coríntios, expressa que seu coração estava dilatado, amando a Cristo, à igreja e ao mundo. Quanto mais Cristo cresce no coração, mais ele se alarga, e a língua se torna bendita.
O Salmo 34 orienta a guardar a língua do mal e os lábios de falarem enganosamente, apartando-se do mal e praticando o bem. Não basta apenas evitar o mal; é preciso uma posição ativa em fazer o bem, vivendo a realidade espiritual. Jesus foi ungido por Deus e andou fazendo o bem, curando os oprimidos. Procurar a paz e segui-la é marca dos filhos de Deus, enquanto a inimizade é obra da carne. A igreja deve ser encontrada unida, irrepreensível e valorizando o que Jesus fez.
A salvação inclui todos os santos, e a largueza espiritual depende da unidade em amor. Estar arraigado e fundado em amor permite compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade do amor de Cristo, sendo cheios da plenitude de Deus. Paulo desejava que todos fossem consolados, unidos em amor e enriquecidos no conhecimento do mistério de Deus, Cristo, em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria.
Testemunho de compaixão, gratidão e plenitude
Em seu testemunho, o ministro recorda um episódio em que, ao ouvir sobre uma criança doente e desnutrida, sentiu compaixão e foi orar por ela. Após a oração, a criança pediu comida e, anos depois, aceitou Jesus, junto com outros membros de sua família. O ministro se identifica com essa criança, lembrando de sua própria história de escassez e de como o Senhor teve misericórdia, trazendo esperança e vida nova.
A experiência pessoal é comparada ao texto de , onde, ao cair da tarde, trouxeram a Jesus todos os enfermos. Assim como o sol se punha sobre sua vida, sem esperança, a manhã da ressurreição trouxe um novo dia, cheio do Espírito Santo e da misericórdia de Deus. O Senhor transforma a tarde em manhã, trazendo a glória da ressurreição para aqueles que estavam sem esperança.
A gratidão é fundamental para manter a vida de Deus. O povo de Israel perdeu a vida abundante por não guardar a língua e murmurar, como alerta 1 Coríntios 10:10. A união do corpo de Cristo traz bênção e vida, enquanto o pecado, a maldade e a falta de amor causam separação. Os primeiros cristãos viviam juntos, em comunhão e gratidão, experimentando a vida gloriosa do Senhor.
A exortação final é para que cada um entregue seus membros a Deus como instrumentos de justiça, especialmente a língua, vivendo para a glória de Jesus. O evangelho traz libertação plena, e a lei do Espírito de vida em Cristo Jesus liberta da lei do pecado e da morte. A verdadeira vida cristã é apresentar o corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, sendo transformado pela renovação do entendimento e vivendo a vontade de Deus.
Nossa resposta ao Senhor
O chamado é para colocar o coração diante de Deus, arrepender-se e glorificar o nome do Senhor, buscando largueza de coração, gratidão e uma vida irrepreensível, aguardando a vinda de Jesus com alegria e santidade.
Para guardar
- A língua pode ser instrumento de vida ou de morte; escolha usá-la para o bem.
- O crescimento espiritual e a largueza de coração vêm pelo trabalho de Deus em meio às aflições.
- A gratidão e a unidade no corpo de Cristo mantêm a plenitude da vida de Deus.