Essência

A volta do Senhor é um evento glorioso e inevitável, que exige de cada crente uma postura de humildade, arrependimento e preparação. O jejum, à luz do exemplo de Jesus, não é apenas uma prática religiosa, mas uma expressão de dependência, amor e expectativa pela presença do Esposo. O chamado é para que cada um examine sua vida, pratique o amor nas pequenas coisas e busque transformação, aguardando com ânimo e fidelidade o retorno de Cristo.

O ponto de partida

O tempo presente exige discernimento e humilhação diante de Deus. A iminência da volta do Senhor, descrita com poder e glória, convoca cada um a não ser surpreendido, mas a estar ajustado, com o coração convertido e a casa em ordem. O texto de Isaías 2 serve como base para refletir sobre a necessidade de arrependimento e de se humilhar diante da majestade do Senhor, pois só Ele será exaltado naquele dia.

Desenvolvimento da Palavra

A Volta do Senhor e o Chamado ao Arrependimento

A Escritura anuncia que a vinda do Senhor será marcada por juízo sobre toda altivez e soberba. Os olhos altivos dos homens serão abatidos, e só o Senhor será exaltado. Cedros, montes altos, torres e muros firmes simbolizam a grandeza humana que será nivelada para a passagem do Messias. O orgulho, comparado à lepra, precisa ser purificado, pois ninguém pode permanecer mais elevado que o Senhor. Os ídolos desaparecerão, e os homens buscarão esconderijo diante da presença espantosa do Senhor. O chamado é para deixar de confiar no homem e estimar somente o Senhor, pois Ele está para vir.

A preparação para esse dia envolve vigilância e firmeza. O tempo é de última hora, como diz 1 João, e o espírito do anticristo já opera no mundo. Não há neutralidade: quem não está comprometido com Deus, está comprometido com outro espírito. Por isso, é necessário cuidar da pureza, das vestes espirituais, e praticar o que está ao alcance, mesmo as pequenas ações de amor. O amor de Cristo dá grandeza ao que é pequeno, e servir com humildade é mais importante do que buscar grandes ministérios.

Jesus, o Jejum e a Dependência do Pai

O exemplo de Jesus revela o verdadeiro sentido do jejum. Ele jejuava não para resolver problemas pessoais, mas por dependência, comunhão e fortalecimento espiritual para cumprir a vontade de Deus. Em meio a perseguições e aflições, como descrito no Salmo 109, Jesus respondia com oração e jejum. Sua fraqueza física, resultado do jejum, expressava sua entrega e propósito redentor. O jejum, portanto, é para o Senhor, não para si mesmo.

Nos evangelhos, Jesus ensina que enquanto o Esposo está presente, não há motivo para jejuar, mas quando Ele for tirado, então jejuarão. O jejum é para aqueles que amam a vinda do Senhor, que desejam sua presença e aguardam seu retorno. A parábola do vinho novo em odres novos mostra a necessidade de mudança e renovação para receber o que Deus quer derramar. O jejum é uma prática de quem anseia pela presença do Esposo e deseja transformação.

Praticando o Jejum com Propósito e Esperança

O jejum, segundo Zacarias 7, deve ser feito para o Senhor, não por motivos egoístas. Comer é para si, jejuar é para Deus. O verdadeiro jejum glorifica o Senhor e prepara o coração para sua vinda. Amar o Senhor acima de tudo é essencial, pois só quem O ama de verdade pode amar os outros. A obediência e o respeito são demonstrações práticas desse amor, inclusive no relacionamento entre pais e filhos.

A ordem divina de “pôr a casa em ordem” é um chamado à verdade, disciplina e retidão. O testemunho de João em Apocalipse 19 mostra o impacto da notícia de que a esposa está pronta para as bodas do Cordeiro. Isso leva à adoração e à busca por vestimentas de justiça. O jejum é um meio de humilhação, arrependimento e busca pela presença de Deus. Sem arrependimento, não há refrigério nem presença do Senhor.

Jesus inclui o jejum no Sermão do Monte como parte da devoção do reino. Orar e jejuar são práticas voltadas para a vinda do reino de Deus. O pão nosso de cada dia é mais do que alimento físico; é a Palavra de Deus que fortalece. O jejum deve ser motivado pelo desejo de mudança, de ser um odre novo para receber mais da presença do Senhor. A tradição pode levar à acomodação, mas o chamado é para buscar transformação e renovação.

O exemplo da profetisa Ana, que servia a Deus em jejuns e orações enquanto aguardava o Messias, ilustra a esperança que transforma e fortalece. Esperar o Senhor com jejum e oração é uma expressão de amor e fidelidade. O Senhor se manifestará na casa de Deus, entre os irmãos que O buscam juntos. O jejum é para aqueles que desejam o Esposo, que anseiam pela sua volta e se preparam para Ele.

Nossa resposta ao Senhor

O convite é para jejuar pela presença de Deus, pela transformação pessoal e pela preparação para a vinda do Senhor. Apresente o coração ao Senhor, busque a presença dEle na vida, na família e na igreja. Ensine os filhos sobre o valor do sacrifício, da oração e do jejum, para que todos estejam prontos e amem a vinda do Senhor. Jejue não por obrigação, mas por amor ao Esposo, desejando sua presença acima de tudo.

Para guardar

  • O jejum é uma expressão de amor e dependência do Senhor, não um fim em si mesmo.
  • A preparação para a volta de Cristo exige arrependimento, humildade e transformação.
  • Amar o Senhor acima de tudo é o fundamento para servir, jejuar e esperar sua vinda com fidelidade.