Essência

O processo de Deus na vida do cristão é inegociável e soberano. A edificação, santificação e transformação não acontecem ao acaso ou por vontade humana, mas seguem o programa divino, onde a Palavra, o Espírito e as tribulações desempenham papéis fundamentais. Submeter-se a esse processo, mesmo quando ele parece difícil ou contrário às expectativas, é o caminho para participar da santidade e, finalmente, da glória de Deus.

O ponto de partida

O coração se alegra ao ouvir testemunhos de crescimento espiritual entre os irmãos, revelando o quanto o processo de Deus está em andamento. A motivação para a palavra surge da necessidade de não resistir ao processo de edificação que Deus conduz em cada vida, reconhecendo que Ele é soberano e que tudo ocorre segundo Sua vontade, como exemplificado na igreja primitiva em Atos 4.

Desenvolvimento da Palavra

O Processo Soberano de Deus e o Ministério da Palavra

Deus tem um programa de aperfeiçoamento para cada um, e esse processo se dá pela Palavra, que purifica e santifica. Jesus mesmo declarou que somos santificados pela lavagem da água pela Palavra. Muitas vezes, surgem discussões sobre quem deve ministrar, mas o exemplo da igreja primitiva mostra que o ministério da Palavra é estabelecido por Deus, não por preferências humanas. Em Atos 4, a igreja perseverava em oração, pedindo ousadia para os ministros já levantados pelo Senhor, reconhecendo a soberania de Deus sobre quem Ele usa e quando usa.

O apoio da igreja aos ministros é fundamental, não apenas por meio de sugestões, mas principalmente pela oração e reconhecimento do chamado. Quando a Palavra é ministrada sob a direção do Espírito Santo, milagres e transformações acontecem. O testemunho dos encontros entre os homens confirma que, quando há unidade, oração e ausência de ciúmes ou queixas, o milagre se manifesta. O mover do Espírito Santo enche a todos, e a Palavra é anunciada com ousadia, mostrando que o ministério pertence à Palavra, não ao homem.

O verdadeiro ministro da Palavra é como um garçom, um servo que serve aquilo que recebeu de Deus. João Batista é citado como exemplo: ele não era o Cristo, mas a voz que clamava no deserto, instrumento do Espírito para transmitir a Palavra. O segredo está em ser submisso ao processo de Deus, reconhecendo que a Palavra opera em quem crê, como ensina 1 Tessalonicenses 2:13. Receber a Palavra como vinda de Deus, e não de homens, é o que permite seu operar transformador.

Tribulação, Transformação e o Propósito da Disciplina

O processo de Deus inclui tribulações e aflições, que são instrumentos para julgar a carne e nos tornar dignos do reino. Paulo destaca que o sofrimento é parte do justo juízo de Deus, necessário para que a carne seja tratada e o homem interior renovado. Não se trata de buscar ser um melhor servo, mas de ser transformado à imagem do Filho de Deus.

A experiência pessoal do ministro ilustra esse princípio: diante da suspeita de uma doença grave em sua esposa, enfrentaram um tempo de aflição, médicos e incertezas. Apesar de parecer um mal, esse processo revelou-se bom, pois Deus trabalha com situações aparentemente más para um fim glorioso. Em contraste, Satanás oferece caminhos aparentemente bons, cujo fim é a morte. Assim como o peixe é atraído por uma isca brilhante sem perceber o anzol, muitos são enganados por aparentes bênçãos que os afastam do propósito de Deus.

Romanos 8 reforça que as aflições do tempo presente não se comparam com a glória a ser revelada. O Espírito Santo intercede por nós nas tribulações, pois muitas vezes não sabemos orar como convém. Se pedirmos apenas para sair das dificuldades, podemos perder a glória que Deus deseja manifestar. Por isso, a submissão mútua na igreja é parte do processo, assim como o filho precisa confiar no propósito da disciplina do pai, mesmo sem compreendê-lo totalmente.

Santidade, Glória e o Fim do Processo

Hebreus 12 esclarece que a disciplina de Deus é diferente da dos pais terrenos. Enquanto os pais corrigem segundo sua própria compreensão, Deus disciplina visando nosso proveito, para sermos participantes de Sua santidade. Sem santidade, ninguém verá a glória de Deus. O processo de disciplina e santificação é indispensável para alcançar o propósito eterno do Pai.

A oração final expressa gratidão pelo processo de aperfeiçoamento, reconhecendo que ele visa não apenas a santidade, mas também a participação na glória de Deus. O desejo é que todos alcancem uma salvação com glória eterna, entendendo que aceitar o processo é essencial para ver o Senhor.

Para guardar

  • O processo de Deus inclui tribulações, mas visa revelar Sua glória em nós.
  • O ministério da Palavra é estabelecido e dirigido pelo Espírito, não por vontade humana.
  • A disciplina de Deus tem propósito: nos tornar participantes de Sua santidade e glória.