Essência
O amor de Deus é apresentado como uma realidade que ultrapassa todo entendimento humano, abrangendo todas as dimensões: largura, comprimento, profundidade e altura. Essa mensagem revela que, apesar das dificuldades e da existência da ira divina, o Senhor deseja nos salvar e nos envolver em Sua comunhão eterna, mostrando um amor que alcança todos os povos e permanece para sempre.
O ponto de partida
O encontro foi marcado por gratidão e despedida, com o ministro expressando reconhecimento pela comunhão vivida entre irmãos. A motivação central da palavra é a necessidade de compreender o amor de Deus, especialmente diante das dúvidas sobre como esse amor pode coexistir com a ira e o juízo divino. O texto-base é Efésios 3:14-21, que fala sobre a plenitude do amor de Cristo.
Desenvolvimento da Palavra
O Amor de Deus e a Ira: Contrastes e Convite
A exposição começa com a afirmação de que Deus é amor, como está escrito em 1 João 4:16. Esse amor foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo, conforme Romanos 5:5, e demonstrado de forma suprema quando Cristo morreu por nós ainda pecadores. No entanto, a mensagem não ignora o tema da ira de Deus, que aparece como o oposto do amor. O texto de Romanos 5:8-9 destaca que, ao sermos justificados pelo sangue de Cristo, somos salvos da ira divina.
O ministro aborda a dificuldade de muitos em aceitar que Deus, sendo amor, também manifesta ira e juízo. Explica que, enquanto Deus for Deus, Ele não pode ignorar o pecado ou tolerar a zombaria de Seu nome. Por isso, é fundamental aceitar Jesus e receber a salvação, arrependendo-se e sendo limpo pelo sangue, para escapar da ira eterna.
A passagem de João 3:16-18 reforça que Deus enviou Seu Filho não para julgar, mas para salvar o mundo. Quem crê não é julgado, mas quem não crê já está julgado, pois rejeitou o nome do Filho unigênito. O versículo 36 acrescenta que quem crê tem vida eterna, mas quem não crê permanece sob a ira de Deus. O convite é claro: é necessário responder ao chamado de Jesus, receber o perdão e a comunhão com Deus.
As Quatro Dimensões do Amor de Deus
A mensagem se aprofunda na revelação do amor de Deus, conforme Efésios 3:14-21. Paulo ora para que os crentes sejam fortalecidos no homem interior, para que Cristo habite em seus corações e, assim, possam compreender com todos os santos a largura, o comprimento, a altura e a profundidade do amor de Cristo, que excede todo entendimento.
A largura do amor de Deus é ilustrada pelas mãos estendidas de Jesus na cruz, alcançando multidões de todas as nações. O ministro destaca a experiência de comunhão entre irmãos de diferentes países, apontando para a visão de João sobre a grande multidão reunida diante do Senhor, adorando e agradecendo por terem sido salvos. Essa largura representa o convite universal de Deus: “A largura faz com que o Senhor nos alcance. Todas tribos, línguas e nações. Ele está nos convidando.”
O comprimento do amor de Deus é descrito como eterno, abrangendo todos os dias, inclusive os difíceis. O Senhor, como Pai amoroso, cuida de Seus filhos, mostrando Seu amor e abraçando-os. “Esse amor nunca acabará. É de eternidade a eternidade.” Mesmo nos momentos de fraqueza ou erro, é possível buscar perdão, pois Deus não nos rejeita, mas nos abraça.
A profundidade do amor de Deus é enfatizada repetidamente: Ele nos resgata das profundezas do pecado e coloca nossos pés sobre uma rocha. Não há justiça em nós, todos nos afastamos, mas o Senhor nos recebe e nos perdoa. O amor de Deus é para sempre, e Sua profundidade revela o alcance do Seu perdão e graça.
A altura do amor de Deus aponta para o propósito eterno: Ele deseja revelar Seu plano final, preparando moradas para nós. Jesus prometeu aos discípulos que iria preparar um lugar, para que estejam onde Ele está. Por dois mil anos, Ele tem preparado essa casa, aguardando o dia em que nos levará para estar com Ele na eternidade. “Nós temos uma expectativa do que vai ser ali a eternidade.”
Comunhão e Expectativa Eterna
O amor de Deus cobre nossos corações e nos chama para comunhão. Ele quer viver entre nós, como revelou a Moisés ao ordenar a construção do tabernáculo. Jesus, em oração ao Pai, pediu que os que foram tirados do mundo estejam com Ele para sempre. A promessa de João 14 é que há moradas preparadas para os que creem, e o Senhor deseja que estejamos juntos com Ele.
A mensagem conclui com a visão de uma multidão incontável, de todas as tribos e nações, reunida para adorar o Senhor. O convite permanece aberto, embora nem todos respondam, mas há milhares que aceitaram e estarão juntos na eternidade. O amor de Deus é apresentado como uma realidade viva, que nos envolve e nos prepara para o futuro eterno.
Cristo revelado
Cristo é revelado como o Filho unigênito enviado por Deus para salvar, não julgar, e como aquele que estende Suas mãos na cruz para alcançar todas as multidões. Ele é o Pai amoroso que prepara moradas e deseja comunhão eterna com Seus filhos, resgatando-os das profundezas e conduzindo-os à plenitude de Deus.
Nossa resposta ao Senhor
A resposta ao Senhor é aceitar o convite de Jesus, receber a salvação, arrepender-se e buscar comunhão com Deus. É necessário confiar no amor que nos alcança, nos perdoa e nos prepara para a eternidade, vivendo em expectativa e gratidão pela obra de Cristo.
Para guardar
- O amor de Deus alcança todas as dimensões e todos os povos.
- Cristo nos salva da ira e nos oferece comunhão eterna.
- A profundidade do amor de Deus nos resgata e nos sustenta para sempre.