Essência

A glória de Cristo exaltado e o derramamento do Espírito Santo são inseparáveis. O Consolador veio como evidência da vitória de Jesus, trazendo à igreja a experiência viva de sua presença. O Espírito Santo convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo, revelando a culpabilidade da incredulidade, a justiça do Filho e o julgamento do príncipe deste mundo. Somente pela fé em Cristo, o alvo de Deus, somos feitos filhos e justificados diante do Pai.

O ponto de partida

O clamor por graça e luz marca o início, com oração para que Deus desvende os olhos e revele as maravilhas de sua lei. O texto-base é João 16, especialmente o versículo 7, onde Jesus anuncia a necessidade de sua partida para que o Consolador venha. A promessa do Espírito está ligada à glorificação do Filho.

Desenvolvimento da Palavra

Cristo glorificado e o Espírito Santo derramado

A partida de Jesus e sua glorificação são condições para o envio do Consolador. Quando Cristo se assenta no trono, o Espírito Santo desce sobre a igreja, como narrado em Atos 2:33 e 36. O ministro destaca a maravilha de ter vivido aquele Pentecostes, quando todos foram visitados como torrentes de águas. A evidência da exaltação de Cristo é o Espírito Santo derramado, direito conquistado por Jesus e apropriado pela fé.

A glória do Filho é confirmada em Atos 3:13, onde Deus glorifica Jesus, e o Espírito Santo declara essa glória. O movimento é claro: Filho ascendido, Espírito descido. O exemplo de Jacó e José em Gênesis 45:25-27 ilustra essa dinâmica. José, exaltado no Egito, envia carruagens a Jacó, revivendo seu espírito. Assim, Cristo glorificado envia o Espírito, que vivifica a igreja, formando um corpo vivo, como em Ezequiel. A alegria do povo de Deus está em Jesus, e a experiência do Espírito é motivo de louvor e gratidão.

O convencimento do Espírito: pecado, justiça e juízo

O Espírito Santo convence o mundo da culpabilidade do pecado, da justiça e do julgamento. O pecado é a incredulidade, errar o alvo que é Cristo. O ministro enfatiza que qualquer caminho fora de Cristo, seja religião ou boas obras, é errar o alvo. A condenação é não crer em Jesus, como ilustrado em João 3:16 e 19. Caim e Abel exemplificam a diferença entre fé e esforço próprio: Abel agradou a Deus pela fé, Caim não.

A incredulidade é o pecado que impede a comunhão com Deus. O mundo, feito por Jesus, não o reconheceu, e os judeus, eleitos para um propósito, também o rejeitaram (João 1:10-12). Tornar-se filho de Deus é pela fé em Cristo, não por nascimento ou credencial religiosa (Gálatas 3:26). O testemunho do coração transformado é a evidência da filiação. O grave pecado da incredulidade é julgado por Deus, mas o sangue de Jesus está disponível para arrependimento, mesmo aos que o rejeitaram.

Justiça do Filho e testemunho do Espírito

O Espírito Santo convence da justiça, porque Jesus foi para o Pai. Ele é o justo e justificador dos que têm fé. A justiça feita pelo Pai ao Filho é vista quando Estevão, cheio do Espírito, contempla Jesus à direita de Deus (Atos 7:54-56). Jesus cumpriu toda a vontade de Deus, voltando ao Pai inocente e vitorioso, recebendo a coroa da justiça. Ele foi feito por nós sabedoria, justiça, santificação e redenção.

A justiça de Cristo é a base da nossa justificação. O Espírito testifica da inocência e justiça do Filho, e nós nos abrigamos nessa justiça perante Deus. Jesus, agora visto como o Filho do Homem no trono, é o justo e justificador. O Pai o exaltou soberanamente, como anunciado em João 13:31-32 e João 17:1-4. O Espírito Santo convence que Jesus tem direito sobre nossas vidas, pois foi exaltado após se humilhar por causa do nosso pecado. Em Cristo, somos co-herdeiros da mesma justiça alcançada por Ele.

Cristo revelado

Cristo é revelado como o alvo de Deus, o justo e o justificador. Sua exaltação e glorificação são evidenciadas pelo derramamento do Espírito Santo, e sua justiça é a única base para nossa justificação diante do Pai.

Nossa resposta ao Senhor

A resposta é crer em Jesus, reconhecer a própria culpabilidade e depender da justiça do Filho. O Espírito Santo nos leva a louvar, agradecer e bendizer ao Senhor por tudo que Ele fez, evidenciando a experiência viva com Cristo.

Para guardar

  • O Espírito Santo é a evidência da glória de Cristo.
  • A incredulidade é o pecado que nos separa de Deus.
  • Só pela fé em Jesus somos feitos filhos e justificados.