Essência
O contentamento é apresentado como um segredo espiritual fundamental para a vida cristã, especialmente na área da mordomia e das finanças. O verdadeiro propósito do povo de Deus é proclamar o reino e não se cansar pela vaidade ou trabalhar para o fogo. O contentamento nasce da alegria e do regozijo em Cristo, que é o alvo e a meta da vida cristã, e se expressa em gratidão, simplicidade e dependência do Senhor.
O ponto de partida
A ministração surge em um contexto de ceia do Senhor e recordação dos cânticos e testemunhos da obra de Deus desde 1980. A motivação é transmitir à nova geração o zelo pelas obras e louvores do Senhor, evitando amnésia espiritual. O texto-base é Filipenses, especialmente capítulo 4, sobre o contentamento, e Abacuque 2:13, que destaca o propósito do povo de Deus.
Desenvolvimento da Palavra
O propósito do povo de Deus e a mordomia
O povo de Deus está na terra para proclamar o reino, não para trabalhar para o fogo ou se cansar pela vaidade. Abacuque 2:13 afirma que não vem do Senhor dos exércitos que os povos trabalhem para o fogo. Jesus Cristo é identificado como o Senhor dos exércitos, aquele que venceu a morte e detém as chaves da morte e do inferno. A mordomia cristã é vista como uma área vital, pois tudo o que fazemos será pesado em balança, e o Senhor é quem enriquece e empobrece, como profetizado por Ana em 1 Samuel 1.
A busca desenfreada por riquezas naturais é contraposta ao investimento no reino de Deus. Isaías questiona por que gastar dinheiro naquilo que não é pão e o fruto do trabalho naquilo que não pode satisfazer. O conhecimento que vem do Senhor é o conhecimento da glória de Deus, que deve encher a terra como as águas cobrem o mar. O contentamento está ligado a esse conhecimento e à visão espiritual, não ao apego às coisas visíveis e perecíveis.
O contexto da carta aos Filipenses e o segredo do contentamento
Filipenses é a única carta dirigida a bispos e diáconos, pois trata tanto de questões espirituais quanto materiais. O pano de fundo da igreja de Filipos é uma prisão, conforme Atos 16, onde Paulo e Silas, mesmo presos, oravam e cantavam hinos a Deus. O testemunho deles resultou na conversão do carcereiro e de toda sua casa, mostrando que a alegria e o contentamento em meio às dificuldades são instrumentos para ganhar almas.
Paulo, ao escrever aos Filipenses, está novamente preso, mas revela o segredo de permanecer regozijante em todas as circunstâncias, seja contribuindo, pregando ou anunciando o reino. Deus ama o que dá com alegria, e tudo o que fazemos deve ter o peso do Espírito Santo. A oferta da viúva, que deu tudo o que tinha, é destacada como exemplo de buscar o reino enquanto há oportunidade.
Cristo é apresentado como a meta e o alvo da vida cristã, especialmente em Filipenses 3. O viver da igreja deve ser exemplar, com bispos e diáconos como modelos do viver de Cristo. O ápice da epístola está em Filipenses 2:5-11, a humilhação de Jesus, que é o modelo para o caminhar neste mundo. O egoísmo é removido ao cuidar dos outros, repartindo e considerando-os superiores a nós.
O contentamento em Cristo e a dependência do Senhor
O contentamento é destacado em Filipenses 4:10-13: “Já aprendi a contentar-me com o que tenho.” O segredo para evitar dívidas e confusões é aprender a viver contente, com uma vida simples e humilde para o Senhor. Quem tem Cristo tem tudo; quem tem tudo sem Cristo não tem nada. O contentamento não exclui o trabalho, mas coloca Cristo como fonte de todas as coisas.
Romanos 8:32 mostra que Deus, que entregou seu Filho, também nos dará todas as coisas. O Senhor tem direito de orientar como gastar, adquirir e investir, e devemos chamá-lo para nos orientar. Salomão pediu a Deus que não lhe desse pobreza nem riqueza, para não esquecer do Senhor ou lançar mão do nome de Deus. O contentamento é o segredo para agradar a Deus, expresso na alegria, regozijo e gozo.
A esperança do cristão está na cidade celestial, onde espera o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o corpo abatido para ser conforme o seu corpo glorioso. O contentamento é a receita para perseverar na carreira cristã e não se desviar do prêmio celestial.
Nossa resposta ao Senhor
A resposta ao Senhor é agradecer por tudo o que se tem, especialmente por Cristo. O contentamento e a gratidão são caminhos para multiplicação e para agradar a Deus. O convite é lançar sobre o Senhor toda ansiedade, ser contente com o que se tem e dar glória ao Senhor, reconhecendo que não há multiplicação sem gratidão. O apelo final é curvar a cabeça, agradecer e buscar contentamento em Cristo, não deixando para amanhã.
Para guardar
- O contentamento é o segredo espiritual para agradar a Deus.
- Quem tem Cristo tem tudo; quem tem tudo sem Cristo não tem nada.
- A alegria e gratidão são caminhos para multiplicação e para ganhar almas.