Essência
Todos os homens pertencem a Deus, independentemente de reconhecerem ou não Sua soberania. A humanidade, atingida por uma enfermidade chamada pecado, estava condenada à separação de Deus. Em Seu amor, o Senhor tomou uma decisão radical: fez recair sobre Jesus Cristo, o Cordeiro, toda a enfermidade do rebanho, para que todos pudessem ser sarados e restaurados. Essa obra consumada é a base da paz, do louvor e do ministério do Espírito, que fortalece e consola em meio às tribulações.
O ponto de partida
A reflexão parte da realidade de que todos pertencem a Deus, mesmo aqueles que não O honram, pois foram criados por Ele. A analogia com a febre aftosa nos rebanhos ilustra a necessidade de uma atitude drástica diante da enfermidade espiritual que atingiu toda a humanidade. O texto de é apresentado como fundamento dessa verdade.
Desenvolvimento da Palavra
A Enfermidade do Pecado e o Sacrifício do Cordeiro
A humanidade foi atingida por uma enfermidade mortal, comparada a um vírus que ameaça destruir todo o rebanho. Assim como um proprietário precisa agir para salvar seus animais, Deus tomou uma decisão definitiva para salvar Suas criaturas. Toda a enfermidade, o pecado e a incredulidade dos homens foram colocados sobre Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus. Essa transferência não dependeu de mérito ou pedido humano, mas do amor incondicional do Pai, que não deseja que ninguém permaneça separado Dele.
A enfermidade do pecado, lançada pelo adversário, busca afastar o homem de Deus e levá-lo à incredulidade. O texto de confirma que Jesus tomou sobre si as nossas dores e enfermidades, sendo castigado em nosso lugar para que tivéssemos paz. O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e por Suas pisaduras fomos sarados. Essa verdade deve ser assumida de todo o coração, reconhecendo que a salvação e a cura vêm exclusivamente do sacrifício de Cristo, não de méritos próprios.
A incredulidade é apresentada como uma enfermidade persistente, semelhante a um vírus que precisa ser combatido continuamente. O inimigo tenta lançar novas formas dessa doença espiritual, exigindo que o cristão se imunize diariamente por meio da fé e da invocação constante do nome do Senhor. A salvação não é um evento isolado, mas um processo diário de confiança e dependência de Deus.
O Ministério do Espírito e a Perseverança na Fé
O apóstolo Paulo, em 2 Coríntios 4, revela que Deus confiou aos Seus filhos o ministério do Espírito, que é de maior glória do que o ministério da morte gravado em pedras. Esse ministério é resultado direto do sacrifício de Cristo, que enviou o Consolador para habitar e fortalecer os crentes. O Espírito Santo é o ajudador íntimo, instrumento glorioso de Deus para sustentar o cristão nas angústias e tribulações.
Mesmo diante de atribulações, perplexidades, perseguições e abatimentos, o cristão não está desamparado. A presença do Espírito Santo garante consolo, graça e vida abundante. O exemplo de Paulo mostra que, apesar das dificuldades, há sempre consolo e esperança para aqueles que permanecem firmes na fé. O Senhor conhece as dores, batalhas e enfermidades de cada um, e promete sarar e sustentar com Sua misericórdia.
A resposta adequada diante dessa obra é a contrição do coração e o louvor verdadeiro. O louvor não pode ser roubado pela enfermidade espiritual; pelo contrário, é o sacrifício esperado dos santos, expressão de gratidão pelo feito consumado de Cristo. Mesmo em meio à angústia, tristeza ou opressão, há motivos para louvar ao Senhor, pois Ele é o Deus que sara e renova as forças dos Seus filhos.
Nossa resposta ao Senhor
Diante da grandeza do sacrifício de Cristo e do ministério do Espírito, a resposta é buscar contrição e renovação diária. Se houver desânimo ou enfermidade, é tempo de clamar ao Senhor por ânimo e restauração, reconhecendo a necessidade constante de Sua presença e do Seu Espírito. O louvor e a confiança devem ser renovados, pois o Senhor prometeu sarar e sustentar aqueles que invocam o Seu nome.
Para guardar
- Jesus tomou sobre si toda a enfermidade do pecado para que tivéssemos paz.
- O Espírito Santo fortalece e consola em meio às tribulações.
- O louvor verdadeiro nasce do coração contrito e grato pela obra de Cristo.