Essência
O reino de Deus é uma realidade restauradora, onde Cristo veio resgatar o governo perdido pelo homem e estabelecer, em cada coração nascido de novo, a imagem e a natureza do Pai. Entrar nesse reino não é resultado de mérito humano, mas de um novo nascimento, que gera uma vida de obediência, humildade e amor genuíno aos irmãos. O governo de Cristo é absoluto e abrange todas as áreas da vida, exigindo rendição total à sua vontade e rejeição de qualquer orgulho religioso ou autonomia.
O ponto de partida
A reflexão parte da pergunta sobre o motivo de Jesus ter vindo pregando o reino de Deus. O texto de é apresentado como fundamento, mostrando que Deus deu ao homem a responsabilidade de governar a terra sob sua imagem e semelhança. A perda dessa imagem pelo pecado é o que motiva a vinda de Cristo para restaurar o governo de Deus entre os homens.
Desenvolvimento da Palavra
A Imagem de Deus, o Governo e a Urgência da Restauração
A criação do homem à imagem e semelhança de Deus estabelece o padrão para o governo sobre a terra. Quando o homem perde essa imagem pelo pecado, perde também sua representatividade e autoridade. O mundo, ao rejeitar o governo de Deus, passa a viver sob um governo perverso, relativizando até mesmo a constituição original de Deus para a humanidade. Tudo o que foge da vontade divina é afastado da imagem de Deus, e a confusão atual é resultado dessa ruptura.
Cristo vem ao mundo para restaurar o reino de Deus, trazendo de volta o governo do Pai sobre a terra. A restauração é urgente porque, sem a lei e o governo de Deus, a humanidade se perde em sua própria vontade. A lei é justa, santa e boa, mas só pode ser obedecida por quem tem a presença de Cristo. O Senhor Jesus é o único capaz de cumprir perfeitamente a vontade do Pai, e é nele que a restauração se concretiza.
O Novo Nascimento e a Natureza do Reino
A entrada no reino de Deus não se dá por esforço humano, mas pelo novo nascimento. Em e nas parábolas do reino, a semente lançada à terra representa a palavra de Deus, que precisa encontrar um coração preparado para frutificar. esclarece que só quem nasce de novo pode ver o reino de Deus. Muitos, mesmo dentro das igrejas, não obedecem porque não nasceram de novo e, por isso, não reconhecem o governo de Cristo.
O novo nascimento é obra de Deus, não da carne ou da vontade humana. reforça que carne e sangue não podem herdar o reino de Deus. João 1 mostra que os filhos de Deus são gerados pela palavra incorruptível, não por descendência natural. Assim, só quem tem o DNA celestial pode entrar no reino. A inclinação natural do homem é para o pecado, mas o nascido de Deus busca ser semelhante ao Pai, pois recebeu uma nova natureza.
A diferença entre o velho homem e o nascido de novo é ilustrada: antes, buscava-se o pecado voluntariamente; agora, o pecado tenta abraçar, mas não encontra resposta, pois a natureza foi transformada. O orgulho religioso é denunciado como um dos maiores perigos, pois impede a humildade e a dependência da graça de Deus. Tudo é mérito de Cristo, e sem a sua graça, o homem rapidamente retorna ao pecado.
O Governo de Cristo, Obediência e a Vida no Corpo
O reino de Deus é constituído por um trono, um rei e um domínio absoluto. Jesus é o Rei que governa sobre todas as coisas, e seu governo deve ser reconhecido em todas as áreas da vida. A soberania de Cristo não admite reservas: Ele deve reinar sobre o dinheiro, a família, o casamento, o trabalho e tudo o que temos. A igreja só pode reinar com Cristo se reconhecer sua autoridade e viver em obediência à sua palavra.
As dificuldades e provas servem para testar a autenticidade da obediência e do novo nascimento. Muitos buscam adaptar a igreja ao gosto humano, mas o remanescente fiel mantém a palavra e não nega o nome do Senhor. A oração ensinada por Jesus, o Pai Nosso, é apresentada como modelo para quem ama o reino e deseja a vontade de Deus estabelecida na terra.
A evidência do novo nascimento é o amor aos irmãos. O ódio, quando surge, é visto como tentação, não como expressão da natureza. O sofrimento causado por feridas no corpo de Cristo é sentido por todos, pois somos membros uns dos outros. O exemplo de Paulo, que carregou o lamento por ter perseguido a igreja, mostra a sensibilidade de quem foi transformado pelo Senhor.
A preparação do caminho do Senhor, conforme Isaías 40, é obra do Espírito Santo, que consola e endireita as veredas para a vinda de Cristo. O orgulho é abatido, e a mansidão é exaltada. Só os mansos e humildes de espírito herdarão o reino dos céus, pois permitem que o Senhor governe plenamente suas vidas.
Cristo revelado
Cristo é revelado como o Rei absoluto, o Filho amado do Pai, aquele que restaura a imagem perdida e governa com justiça, amor e autoridade. Ele é o único capaz de cumprir a vontade do Pai e de gerar, em cada coração, uma nova natureza que reflete o governo celestial.
Nossa resposta ao Senhor
A resposta é render o coração ao governo de Cristo, permitindo que Ele reine sobre todas as áreas da vida. É necessário desejar que o Senhor seja absoluto, rejeitar qualquer autonomia e buscar, pelo Espírito Santo, uma vida de obediência, humildade e amor ao próximo, preparando o caminho para sua vinda.
Para guardar
- Só entra no reino quem nasce de novo e recebe a natureza de Deus.
- O governo de Cristo deve ser reconhecido em todas as áreas da vida.
- A evidência do novo nascimento é o amor prático aos irmãos.