Essência

Adorar ao Senhor é mais do que um momento na reunião: é uma vida de unidade entre alma e espírito, sustentada pela fé e pela voz de Deus. O verdadeiro adorador não tira férias da adoração, nem separa sua vida cotidiana da presença do Senhor. A educação espiritual começa pelo ouvir, e o diálogo familiar é o método divino para transmitir a fé e o temor ao Senhor às próximas gerações.

O ponto de partida

O cântico “A minha alma anseia por ti” revela o desejo profundo de tocar o Senhor, algo raro e precioso. O texto-base surge em Salmo 78, que convoca o povo a escutar e transmitir as maravilhas de Deus às gerações futuras.

Desenvolvimento da Palavra

Adoração: Unidade, Fé e Vida

Poucos descobrem o valor da adoração, pois não é comum a alma anseiar pelo Senhor. Quando isso acontece, significa que houve uma unidade entre alma e espírito, e o Senhor foi tocado. A reunião dos crentes é exclusiva pela fé: sem fé, é impossível agradar a Deus. Crer que Deus está presente na reunião é um exercício de fé, pois Ele prometeu estar no meio daqueles que se reúnem em Seu nome. Pela fé, o crente vê, toca, desfruta, adora, louva e confessa o Senhor.

A reunião não é um encontro de espectadores, mas de crentes vivos, ressuscitados porque encontraram em Jesus Cristo o substituto para sua morte. O tempo de adoração e louvor é pouco diante do que Deus merece. O chamado é para ser um verdadeiro adorador em todos os lugares: na rua, em casa, no trabalho, na escola, até mesmo na praia. Não há férias da adoração. O testemunho pessoal revela o apego à Bíblia, vista como fonte diária de prazer e recreio, conforme Salmo 119.

Confessar o nome do Senhor é essencial. Não expressar palavras de afeto e louvor indica ausência de presença. Há muito a ser dito e elogiado ao Senhor, especialmente pela vitória na cruz, onde Jesus venceu como homem, não como Deus. O Verbo se fez carne e habitou entre nós, tabernaculando-se em nossos corpos, tornando-nos o tabernáculo do Deus vivo. Cristo é o modelo, e todos os batizados são agregados a esse corpo.

Educação Espiritual: Ouvir, Aprender e Temer

A transmissão da fé aos filhos é central. O Salmo 78 destaca a importância de contar as obras de Deus à geração futura. Deuteronômio 6 ensina que o primeiro mandamento é ouvir: “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor”. A educação começa pelo ouvir, ensinando que não há outro Senhor no universo. Amar a Deus de todo o coração, alma e poder é o segundo passo, e as palavras de Deus devem estar no coração e ser transmitidas aos filhos em todos os momentos: sentado em casa, andando pelo caminho, deitando e levantando.

A prática de diálogo familiar é o método divino para educação espiritual. O desafio moderno é o isolamento provocado por tecnologia e falta de diálogo, que impede a transmissão da fé. Deus ordena que o povo se reúna, incluindo homens, mulheres, meninos e estrangeiros, para ouvir, aprender e temer ao Senhor. Separar crianças em classes pode distorcer a mensagem, pois Deus quer todos juntos ouvindo Sua voz.

Ouvir é o primeiro passo, aprender é o segundo, e temer ao Senhor é o terceiro. A dificuldade de aprender aumenta com a idade, pois a bagagem acumulada endurece os ouvidos. Os discípulos chamados por Jesus eram jovens, exemplificando a importância de ouvir para aprender e temer.

A Voz de Deus: Carne, Vida e Anúncio

A voz de Deus é mais importante que sacrifícios e holocaustos. Jeremias 7 revela que Deus ordenou ao povo dar ouvidos à Sua voz, tornando-se Seu povo. No Novo Testamento, a salvação está na voz: “Se hoje ouvires a voz do Espírito Santo, não endureçais”. O objetivo de Deus é que Sua voz se torne carne em nós, como aconteceu com Elias e Paulo, cuja palavra estava encarnada em suas vidas.

A carreira cristã começa ao ouvir e receber a voz de Deus, vivendo toda a vida direcionada por ela. O diálogo familiar é um exercício para ensinar os filhos a ouvir. Deuteronômio 31 reforça o método: ajuntar o povo para ouvir, aprender e temer ao Senhor. A educação espiritual depende da disciplina para ouvir.

O Salmo 78 conclui: “Escutai a minha lei, povo meu. Inclinai os vossos ouvidos às palavras da minha boca”. Os pais devem contar aos filhos por que adoram e servem ao Senhor, mostrando os louvores, força e maravilhas de Deus. A esperança é que toda a terra seja cheia da glória de Deus.

Anunciar a morte do Senhor é confessar a redenção, proclamando para o mundo a obra de Jesus. O Natal celebra o nascimento, mas é preciso anunciar que Jesus morreu, ressuscitou, foi glorificado e enviou o Espírito Santo. A verdadeira alegria está em confessar a morte do Senhor até que Ele venha.

Nossa resposta ao Senhor

O chamado é para confessar a morte do Senhor, anunciar Sua redenção e transmitir às próximas gerações as obras e maravilhas de Deus, exercitando o diálogo familiar e a adoração constante, sem separar momentos ou lugares.

Para guardar

  • A adoração é uma vida de fé e unidade entre alma e espírito.
  • A educação espiritual começa pelo ouvir e pelo diálogo familiar.
  • Anunciar a redenção de Cristo é confessar Sua morte até que Ele venha.