Essência

Vivemos dias difíceis, marcados por sofrimento e tribulação, mas há uma esperança viva: a volta do Senhor Jesus Cristo. O compromisso de Cristo em revelar aos discípulos sobre seu retorno nos chama a um preparo constante, vigilante e responsável. O tempo é escuro, a iniquidade se multiplica, e o amor corre o risco de esfriar, mas a resposta está em permitir o tratamento do Senhor, manter o coração aquecido e buscar a luz de Cristo para seguir firmes até o fim.

O ponto de partida

O contexto é de sofrimento e desafios, com a certeza de que o Senhor ouve as orações e governa soberanamente cada situação. O texto-base é Mateus 24, onde Jesus, próximo à cruz, fala abertamente aos discípulos sobre sua volta, enfatizando a necessidade de vigilância e preparo.

Desenvolvimento da Palavra

Compromisso com a Volta e o Preparo

Jesus sempre foi comprometido em ensinar sobre sua volta, especialmente nos dias finais de seu ministério. Os sinais do tempo, como multiplicação da iniquidade, guerras, pestes e combates interiores, mostram que o inimigo se aproxima e desafia até mesmo a mente dos crentes. A tecnologia, apesar de benefícios, também amplia males e enganos, prejudicando muitos cristãos. Diante disso, o chamado é para um compromisso renovado com a volta do Senhor, iniciando o ano com olhos voltados para essa realidade.

Em Mateus 24:12-13, Jesus destaca que o amor se esfriará por causa da iniquidade, mas quem perseverar será salvo. O preparo é fundamental: “Por isso, estái vós preparados também, porque o Filho do Homem há de vir à hora em que não penseis.” A vigilância consiste em permitir que o Senhor prepare o coração, evitando a negligência que abre espaço para a iniquidade e esfria o amor. O servo fiel é aquele que permite esse tratamento, sendo encontrado pelo Senhor em plena preparação.

A Corrida Espiritual e a Responsabilidade

A vida cristã é comparada a uma corrida, como Paulo descreve em 1 Coríntios 9:24-27. A preparação começou no momento em que se creu em Cristo e deve ser contínua, com clareza e propósito. O preparo não é fácil, envolve sofrimentos e exige disciplina, abstinência e entrega. O ministro recorda sua experiência com atletismo, onde o treinamento era árduo, mas necessário para alcançar o objetivo. Assim também, os sofrimentos fazem parte do processo de preparação, levando a um novo coração e atitude.

Na parábola das dez virgens (Mateus 25), cinco são prudentes e cinco imprudentes, representando responsabilidade e irresponsabilidade diante da volta do Senhor. As prudentes levam azeite, permitindo a atuação do Espírito Santo, enquanto as imprudentes não se preparam, não se rendem ao Espírito e não enchem suas vasilhas. O preparo é a queima do azeite, a luz de Cristo iluminando o caminho na escuridão do tempo. A responsabilidade espiritual é essencial, pois Jesus transmitiu essa responsabilidade aos seus.

Fundamentos Práticos: Palavra, Oração e Vida Cristã

Dois fundamentos sustentam o preparo: a palavra de Deus e a oração. Em Mateus 17, Jesus ensina aos discípulos a importância de ouvi-lo e, diante de uma situação de cura, revela que certas castas só são expulsas por oração e jejum. A manifestação da glória de Deus depende da entrega em oração, e a experiência da igreja durante a pandemia mostra que muitos têm se dedicado mais à oração, recebendo respostas tremendas.

A prática da leitura e meditação na palavra, junto com a oração, é um desafio para o novo ano. Tiago 1 reforça a importância desse fundamento para a preparação. Na parábola dos talentos (Mateus 25), o servo que não multiplicou seu talento representa o risco de não permitir o Senhor trabalhar áreas do coração, tornando-se infrutífero e com o amor esfriado. O crescimento espiritual depende da disposição em permitir o Senhor tratar e preparar.

Hebreus 13 traz aspectos práticos da preparação: permanecer no amor fraternal, hospitalidade, valorização do matrimônio, contentamento e rejeição dos costumes avarentos do mundo. O descontentamento pode levar à negligência da palavra e da oração, prejudicando a preparação. O estilo de vida deve ser marcado pelo contentamento, imitação da fé dos pastores e fortalecimento do coração com graça, evitando doutrinas estranhas. Seguir a palavra implica também em suportar aflições, pois não temos cidade permanente, mas buscamos a futura, a Jerusalém Celestial.

Para guardar

  • O preparo para a volta do Senhor exige vigilância e responsabilidade.
  • Palavra e oração são fundamentos essenciais para manter a luz e o amor.
  • O contentamento e o amor fraternal fortalecem a vida cristã e a preparação.