Essência
O Senhor é capaz de remir o tempo e restaurar tudo aquilo que foi perdido em nossa vida espiritual. Mesmo quando o desânimo e as perdas parecem dominar, a promessa de Deus é de restituição, abundância e renovação pelo Espírito Santo. A esperança viva na vinda do Senhor e a busca por uma vida cheia do Espírito são o caminho para experimentar a plenitude, alegria e propósito, tanto individualmente quanto em família, como parte do corpo de Cristo.
O ponto de partida
A experiência recente de um acampamento, onde um curto período foi multiplicado em significado pela presença do Senhor, revela como Deus pode dispensar graça e fazer o tempo render frutos espirituais. A ministração parte da promessa de Joel sobre a restituição dos anos consumidos pelo gafanhoto, ilustrando a necessidade de restauração diante das perdas espirituais.
Desenvolvimento da Palavra
O tempo, a restauração e o perigo do desânimo
O tempo pode ser consumido por muitas coisas, especialmente pelo mundo e pelas distrações que enfraquecem a vida espiritual. Muitos experimentaram, no início da fé, uma alegria transbordante, mas com o passar dos anos, essa alegria foi sendo corroída, como se o gafanhoto tivesse devorado parte da abundância que havia. A falta de alimento e de vida é resultado da ação do inimigo, que rouba aquilo que Deus havia dado.
A restauração, porém, é possível. Restituição significa experimentar novamente o que foi perdido, resgatar aquilo que parecia irrecuperável. Essa preocupação deve levar cada um a buscar o Senhor, pois Ele pode devolver uma vida cheia do Espírito, de graça e de alegria para servir. O desânimo, identificado como uma arma do inimigo, visa inutilizar o testemunho dos filhos de Deus. Por isso, é necessário proclamar uma guerra contra o desânimo, levantar a voz e confessar que Jesus Cristo é o Senhor, fonte de alegria e vida.
O tempo da ceifa é apresentado como tempo de alegria, e a proximidade do fim exige amadurecimento do povo de Deus. Assim como o trigo maduro é recolhido ao celeiro, é preciso morrer para si mesmo, à semelhança de Cristo, para dar muito fruto. Moisés também pediu ao Senhor que restaurasse os dias em que se viu o mal, mostrando que a restauração faz parte da obra da redenção anunciada pelo profeta Joel.
A promessa do Espírito e a família cheia de esperança
Joel anuncia que o Senhor terá zelo de sua terra e se compadecerá do seu povo, enviando trigo, mosto e óleo em abundância. Mesmo uma vida seca pode reverdecer se houver esperança no Senhor. A confiança em Deus é fonte de bem-aventurança, tornando o homem como árvore plantada junto aos ribeiros de água, sempre frutífera.
A promessa vai além da restauração individual: o Senhor promete enviar o ensinador de justiça, o Espírito Santo, que permanecerá para sempre. A chuva temporã e serôdia simboliza a abundância de bênçãos, enchendo eiras e lagares. O Senhor promete restituir os anos consumidos pelo gafanhoto, trazendo satisfação, louvor e a certeza de que o povo não será mais envergonhado.
O derramamento do Espírito sobre toda carne é o funcionamento do corpo de Cristo. Filhos e filhas profetizarão, velhos terão sonhos e jovens terão visões, formando uma família cheia do Espírito. O propósito de Deus para a família é que pais tenham visão espiritual e filhos se tornem profetas, servindo ao Senhor. A vida cheia do Espírito não é apenas para os jovens; os mais velhos também são chamados a sonhar sonhos de Deus, abençoando as gerações futuras com mãos cheias para consagrar e transmitir propósito.
A responsabilidade espiritual não deve ser deixada apenas para os mais novos. Todos são chamados a ingressar na obra do Senhor, pois, mesmo sendo um povo que não buscava a Deus, agora são feitos povo de Deus, cheios de esperança e pertencentes ao reino do Filho do Seu amor. O Senhor tirou o Seu povo do mundo corrompido e preparou um novo mundo, o reino do Seu Filho.
Proclamação, esperança e a vitória do Cordeiro
A proclamação do nome, da morte, ressurreição, ascensão e glorificação de Cristo é essencial para manter viva a esperança. O povo que conheceu o Senhor é chamado a anunciar a morte do Senhor até que Ele venha, reconhecendo que Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
A visão do Cordeiro exaltado, digno de abrir o livro selado, revela a centralidade de Cristo na redenção. Ele foi morto e, com Seu sangue, comprou para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação, tornando-os reis e sacerdotes para reinar sobre a terra. A plenitude do Espírito Santo foi enviada sobre toda a terra, capacitando o povo de Deus a viver em vitória e esperança.
A celebração da ceia, com o cálice e o pão, representa essa vitória gloriosa. A esperança e a alegria só são possíveis porque a morte de Cristo foi consumada, garantindo a redenção e a restauração de tudo o que foi perdido.
Cristo revelado
Cristo é revelado como o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo e é digno de abrir o livro selado. Sua morte, ressurreição e glorificação são a base da esperança, da restauração e da plenitude do Espírito Santo na vida do povo de Deus.
Nossa resposta ao Senhor
A resposta é buscar uma vida cheia do Espírito Santo, proclamando a vitória de Cristo e crendo na promessa de uma família cheia do Espírito. É tempo de declarar a esperança, de lutar contra o desânimo e de confiar que o Senhor pode restaurar tudo o que foi perdido.
Para guardar
- O Senhor pode restituir tudo o que foi consumido em nossa vida espiritual.
- A esperança viva no Senhor renova, fortalece e traz abundância.
- A plenitude do Espírito Santo é promessa para toda a família de Deus.