Essência
A mensagem conduz à compreensão de que a salvação é o maior presente de Deus, mas o reino é a promessa que se segue, destinada aos que foram transformados pela nova natureza. O reino não é conquistado por força humana, mas por obediência e rendição ao Senhor. A unidade do corpo de Cristo, o amor mútuo e a inclusão são essenciais para manifestar o reino, e o Tribunal de Cristo será um momento de recompensa e celebração familiar, não de condenação.
O ponto de partida
O encontro é marcado por gratidão ao Senhor pela provisão do lugar de reunião, lembrando que Jesus não tinha um templo próprio e que Deus não habita em templos feitos por mãos humanas. O texto-base surge em Hebreus 5:11, destacando a dificuldade de compreender as coisas profundas de Deus sem dedicação à Palavra.
Desenvolvimento da Palavra
Salvação e Reino: O Dom e a Promessa
A salvação é apresentada como o dom mais caro já dado por Deus, um presente que abre caminho para a promessa do reino. Lucas 12 revela que ao pequeno rebanho agradou ao Pai dar o reino, mostrando que apenas os salvos podem entrar nele. O novo nascimento é indispensável: ninguém da velha natureza fará parte do reino eterno. O nascimento físico nos faz filhos de Adão, herdeiros da morte, mas o nascimento espiritual nos torna filhos de Deus, participantes da natureza divina.
A salvação nos liberta do pecado, da natureza pecaminosa, do poder de Satanás e da geração perversa. O crente sente atração por estar reunido, pois Cristo o atrai para a comunhão. O reino é também um prêmio para quem corre a carreira da fé, e Mateus 24:14 mostra que a pregação do evangelho do reino delimita o tempo do fim. O reino é dado, mas é preciso buscá-lo e possuí-lo, como em Deuteronômio 1:21, onde Deus entrega a terra, mas exige que o povo suba e a possua.
Obediência, Unidade e o Testemunho do Reino
A glória de Jesus é multifacetada: oficial (rei dos reis), moral (santidade que constrange e cura), e pessoal (Senhor sobre o povo). O testemunho do reino se manifesta quando há um povo obediente, restaurado na obediência, expressando o reino sobre a terra. Não basta pregar obediência sem a natureza divina; primeiro é necessário pregar a salvação, pois Deus busca pecadores, e só depois eles buscam o reino.
A batalha espiritual é real, mas o reino é dos que se rendem, não dos que confiam em suas estratégias. Josué, diante de Jericó, só entrou na terra prometida porque se curvou ao Senhor. Valorizar o que Deus valoriza é fundamental, como Davi recusando ofertas gratuitas, pois tudo que Deus dá tem valor. Esaú perdeu a bênção por subestimá-la, assim como muitos crentes subestimam o reino por já se considerarem salvos.
Tribunal de Cristo, Recompensa e Unidade do Corpo
Romanos 14 aborda o julgamento e o desprezo entre irmãos, mostrando que cada um dará conta de si mesmo a Deus. O Tribunal de Cristo não é condenatório, mas de recompensas, um tribunal familiar onde o Pai exorta e honra seus filhos. A chave para a unidade é receber uns aos outros como Cristo nos recebeu para a glória de Deus (Romanos 15:7).
A diversidade de práticas e compreensões entre os crentes não deve gerar divisão, mas ser conciliada pelo amor de Cristo. O Senhor deseja que todos estejam vestidos de Cristo diante do tribunal, para serem recebidos com alegria. Após o arrebatamento e o tribunal, vêm as bodas do Cordeiro, a introdução do reino messiânico, onde a esposa está pronta, vestida de linho fino, símbolo da justiça dos santos (Apocalipse 19).
O reino será estabelecido com Cristo como Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, cumprindo a promessa de que sua glória encherá toda a terra. A expressão do reino começa no coração da igreja, mas será manifestada em glória quando Cristo for coroado sobre o mundo.
Lucas 12:35-37 exorta à vigilância e prontidão, pois bem-aventurados são os servos que o Senhor encontrar vigiando. O Senhor servirá àqueles que estiverem preparados, e o reino será compartilhado para honra e glória do Pai.
Para guardar
- O novo nascimento é indispensável para entrar no reino de Deus.
- O reino é dos que se rendem e obedecem ao Senhor, não dos poderosos.
- A unidade e o amor mútuo são essenciais para manifestar o reino e agradar a Deus.