Essência
A unidade entre Cristo e a Igreja é um mistério profundo e essencial para o propósito de Deus. A vida cristã exige alegria e paciência nas tribulações, pois elas são necessárias para o amadurecimento e edificação do corpo. O Senhor deseja uma Igreja sem mácula, santa e irrepreensível, unida em amor e consideração mútua, onde cada membro reconhece seu valor e função. A unidade é o caminho para a manifestação da glória de Deus e para que o mundo creia no envio de Cristo.
O ponto de partida
O início da palavra é marcado pela expectativa da breve volta de Cristo e pela reflexão sobre os dias abreviados de tribulação. O ministro destaca a necessidade de alegria mesmo nas provações, citando passagens de Mateus 24 e 1 Pedro, e compartilha experiências pessoais de consolo e sustento do Espírito Santo em meio às lutas. O cântico recente reforça a importância de adorar mesmo diante de palavras difíceis, preparando o coração para o tema central: a unidade espiritual entre Cristo e a Igreja.
Desenvolvimento da Palavra
Cristo e a Igreja: Ligados pelo Espírito
A relação entre Cristo e a Igreja é apresentada como uma ligadura espiritual inseparável. Cristo é a cabeça, a Igreja é o corpo, e ambos são ligados pelo mesmo Espírito. Paulo revela que o corpo é formado por muitos membros, cada um com sua função, e que jamais se pode separar o corpo da cabeça. O inimigo trabalha para dividir a Igreja, especialmente nos relacionamentos, pois sabe que um exército dividido é derrotado. A unidade é fundamental para que a Igreja tenha autoridade e combata as potestades.
Em Colossenses 1, destaca-se a experiência inclusiva do corpo de Cristo com seu cabeça: fomos feitos idôneos para participar da herança dos santos na luz, tirados da potestade das trevas. Efésios 5 traz a analogia do casamento, mostrando a ligação espiritual entre marido e mulher e entre Cristo e a Igreja. Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, pagando um preço caro para santificá-la e apresentá-la gloriosa, sem mácula ou ruga. Para alcançar essa posição, é necessário passar por provações e aprender o caminho da sujeição.
Unidade e Consideração: O Caminho da Edificação
A unidade perfeita entre Pai, Filho e Espírito Santo serve de modelo para a Igreja. O Senhor Jesus orou em João 17 para que todos sejam um, assim como Ele e o Pai são um, para que o mundo creia no envio de Cristo. A glória dada por Cristo à Igreja é para que ela viva essa unidade. A submissão ao cabeça e uns aos outros é essencial, mas exige renúncia e humildade.
Filipenses 2 destaca a necessidade de ter o mesmo sentimento, amor e ânimo, não por contenda ou vanglória, mas por humildade e consideração. Considerar o outro é dar-lhe o devido valor, reconhecendo sua importância no corpo. Problemas não solucionados nos relacionamentos levam à divisão e afastamento, e Mateus ensina que é preciso reconciliar-se com o irmão antes de apresentar ofertas ao Senhor. O perdão deve ser abundante, até setenta vezes sete, e a hombridade de confessar e consertar é indispensável.
O testemunho pessoal do ministro revela que foi valorizado por alguém que reconheceu seu dom, mesmo sendo analfabeto. Considerar o irmão é levantar e estimular ao amor e às boas obras, pois todos são necessários no corpo de Cristo. A unidade é o ingrediente que faz o corpo funcionar, cada membro ajustado e ligado pelo auxílio das juntas, operando para edificação em amor.
Crescimento e Manifestação do Amor
Efésios 4 ensina que o corpo cresce seguindo a verdade em amor, e o amor de Deus está derramado nos corações pelo Espírito Santo. O cumprimento da lei é o amor, e esse amor se manifesta em Jesus Cristo. Muitos permanecem como crianças espirituais por não crescerem em graça e conhecimento, dividindo-se por qualquer motivo. O corpo bem ajustado e ligado faz o aumento para edificação em amor, e cada membro é colocado por Deus onde Ele quer, não onde deseja estar.
Hebreus 10 reforça a importância de considerar uns aos outros para estimular ao amor e às boas obras. O Senhor valoriza cada membro, e a Igreja deve fazer o mesmo. O maior no reino é aquele que serve, e servir uns aos outros em amor é o caminho para uma unidade perfeita. O apelo final é para romper com as barreiras e divisões, viver pelo outro e guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.
Nossa resposta ao Senhor
O chamado é para buscar misericórdia e graça, romper com divisões e barreiras, e viver a unidade do Espírito. O Senhor deseja que cada um cuide do outro, sirva em amor e valorize quem Deus valoriza, para que a Igreja seja coluna e firmeza da verdade, manifestando a glória e o poder de Deus.
Para guardar
- A unidade perfeita entre Cristo e a Igreja é essencial e indivisível.
- Considerar e valorizar cada irmão fortalece o corpo e estimula ao amor.
- O perdão e a reconciliação são indispensáveis para a edificação e crescimento.