Certa vez as árvores resolveram ungir um rei. Primeiro disseram à oliveira: ‘Seja nosso rei!’. Mas a oliveira se recusou e disse: ‘Devo deixar de produzir o óleo que agrada a Deus e às pessoas, só para ser a mais alta das árvores que o vento agita?’. “Então disseram à figueira: ‘Seja nosso rei!’. Mas a figueira também se recusou e disse: ‘Devo deixar de produzir meus frutos doces e deliciosos, só para ser a mais alta das árvores que o vento agita?’. “Então disseram à videira: ‘Seja nosso rei!’. Mas a videira também se recusou e disse: ‘Devo deixar de produzir o vinho que alegra a Deus e às pessoas, só para ser a mais alta das árvores que o vento agita?’. “Por fim, todas as árvores se voltaram para o espinheiro e disseram: ‘Seja nosso rei!’. E o espinheiro respondeu às árvores: ‘Se querem mesmo ungir-me seu rei, venham abrigar-se à minha sombra. Se não, que saia fogo de mim e queime os cedros do Líbano’”. — NVT