Essência
A volta do Senhor é certa e exige vigilância, santidade e amor crescente entre os irmãos. O reino de Deus não se manifesta por sinais exteriores, mas está presente em Cristo e, para os que creem, habita interiormente pelo Espírito Santo. Os dias finais serão marcados por violência, corrupção e indiferença espiritual, como nos tempos de Noé e Ló. A preparação para a vinda do Senhor passa pelo arrependimento, pela cruz e por uma vida consagrada, marcada pelo amor genuíno e pela separação do pecado.
O ponto de partida
A reflexão parte de Lucas 17:20-37, onde Jesus responde aos fariseus sobre a vinda do reino de Deus, afirmando que ele não vem com aparência exterior, pois já estava entre eles na pessoa de Cristo. O texto serve de alerta para que os crentes estejam conscientes da volta do Senhor e atentos à forma como vivem.
Desenvolvimento da Palavra
O Reino de Deus: Presença, Cruz e Espera Vigilante
Jesus ensina que o reino de Deus não é uma manifestação exterior que se possa apontar, mas uma realidade presente em sua própria pessoa. Para os que creem, o reino está dentro deles, pela habitação do Espírito Santo. Paulo define o reino como justiça, paz e alegria no Espírito Santo, e quem não nasceu de novo, não faz parte desse reino. A manifestação plena do reino só viria após a cruz, pois era necessário que Cristo padecesse e fosse rejeitado. Assim, para herdar o reino, é preciso seguir o mesmo princípio da cruz: tomar a cruz diariamente, aplicar a palavra de Deus ao coração e viver em obediência, mesmo diante da rejeição do mundo.
Jesus alerta que, assim como nos dias de Noé e Ló, o fim virá de forma inesperada para muitos. Nos dias de Noé, a violência predominava; nos dias de Ló, a corrupção moral era intensa. Ambos os períodos são comparados ao tempo do fim, em que as pessoas estarão ocupadas com suas rotinas, alheias ao juízo iminente. O chamado é ao arrependimento imediato, especialmente aos jovens: não adiar a confissão e abandono do pecado, pois a volta do Senhor será repentina e definitiva para o destino de cada um.
O Perigo de Olhar para Trás e o Amor Egoísta
A lembrança da mulher de Ló serve como advertência. Seu coração estava corrompido, endurecido pela sodomia e pelo amor às coisas de Sodoma. O perigo de se deixar contaminar pelos valores do mundo é real e exige vigilância sobre os olhos e o coração. Jesus ensina que é melhor perder algo precioso do que perder o reino de Deus por causa do pecado. O amor próprio excessivo leva ao egoísmo, que impede o crescimento no amor ao próximo e compromete a vida na casa de Deus. O egoísta busca ser amado, mas não ama; procura preservar sua vida, mas acaba perdendo-a.
O mundo oferece violência e prazer egoísta, e o adultério é citado como exemplo extremo desse amor próprio, pois sacrifica a aliança do casamento para satisfazer a carne. O texto alerta que, na volta do Senhor, haverá separação: dois estarão juntos, mas apenas um será tomado. Os relacionamentos são provados, e a inveja é destacada como obra da carne, pois impede a alegria pelo êxito do outro e leva à murmuração e divisão.
Amor, Santidade e Consagração: O Caminho para Herdar o Reino
A carta aos Tessalonicenses é usada para exortar ao crescimento no amor mútuo, pois o amor é santidade e prepara o coração para ser irrepreensível diante de Deus na vinda de Cristo. O exemplo dos colossenses, que tinham fé viva e amor pelos santos, mostra que o conhecimento de Deus aprofunda o amor. O apóstolo João é citado como aquele que mais conheceu a Cristo e, por isso, é chamado de apóstolo do amor.
A lista de obras da carne em Gálatas é apresentada como alerta: quem pratica tais coisas não herdará o reino de Deus. O chamado é para examinar a própria vida, arrepender-se e não comprometer o reino por pequenas concessões à carne. A vida de fé, exemplificada em Enoque, é uma vida de obediência e consagração, marcada pelo desejo de agradar a Deus. Enoque andou com Deus, afastou-se da comunhão com a morte e buscou relacionamento com a vida. O mesmo é recomendado aos crentes: evitar relacionamentos que produzem morte espiritual e buscar prazer em andar com Deus.
O testemunho do ministro destaca a importância de sustentar a obra de Deus com fidelidade, reconhecendo que o avanço do evangelho depende da consagração e generosidade dos irmãos. O Senhor tem suprido todas as necessidades por meio daqueles que amam e obedecem à sua palavra.
Para guardar
- O reino de Deus é uma realidade presente em Cristo e, para os crentes, pelo Espírito Santo.
- A volta do Senhor exige arrependimento, santidade e vigilância constante.
- O amor genuíno entre os irmãos é essencial para sermos irrepreensíveis diante de Deus.