Reconheçamos que podemos ser ortodoxos e, contudo, mortos. Entendamos que podemos ser altamente intelectuais e teológicos, e ser inúteis. Entendamos que mesmo a proclamação desta Palavra com nossa força e poder é, afinal, nula e vazia. “Poderoso mediante Deus!” Mediante o poder de Deus!… Se jamais houve alguém que poderia ter usado o seu cérebro, a sua razão, a sua lógica, e confiar nessas coisas, foi (Paulo). Mas ele não o fez… O poder, a autoridade e a demonstração tinham que ser “de Deus”… Volte a ouvi-lo em . Ele diz: “… o reino de Deus consiste; não em palavra; mas em poder”. É o extraordinário poder do Espírito Santo; e, à parte dele, nada podemos fazer… No começo do século XVIII, certos crentes ortodoxos estavam vendo desmoronar-se a sua posição, e diziam: Que podemos fazer para salvaguardar a Verdade? Resolveram fundar o que veio a denominar-se “The Boyle Lectures” (Conferências Boyle)… Destinadas a defender a fé cristã. E um grande bispo escreveu um livro, Analogy (Analogia) do bispo Butler. Sua intenção era defender a fé cristã. Outro homem, chamado Paley, fez praticamente a mesma coisa.
Mas não foram eles que salvaram a situação, por bons que fossem. Que salvou a situação?… Foi a vinda do Espírito Santo sobre George Whitefield em sua ordenação. Foi o coração de João Wesley “arder estranhamente” na Rua Aldersgate, a 24 de maio de 1738. Foi o derramamento do Espírito Santo. Foi o poder! “Poderoso mediante Deus”! Aí, pois, está o genuíno poder que derrubara, humilhara e convencera o próprio apóstolo Paulo… Ele tivera que ser abatido, que ser humilhado, que ser derrubado… Coisa idêntica sucedeu ao grande Agostinho, a Lutero, a Calvino, a Blaise Pascal. É a mesma coisa com todos eles com seus gigantescos intelectos, cultura e entendimento. A mesma verdade continua valendo neste momento, exatamente como no transcurso dos séculos passados.