Essência

Cristo é apresentado como o amor supremo, o mais desejável entre todos, aquele cuja grandeza e virtude excedem qualquer comparação. A ministração conduz à reflexão sobre a apreciação pessoal por Jesus, convidando cada um a examinar o quanto conhece, valoriza e ama o Senhor acima de tudo, especialmente ao se aproximar da Ceia.

O ponto de partida

Antes de tomar a Ceia, surge o convite para avaliar a apreciação e o conhecimento que se tem do Senhor. A leitura de Cantares 5 serve como base para essa reflexão, destacando a necessidade de enxergar e experimentar as virtudes de Cristo, não apenas de ouvi-las ou cantá-las.

Desenvolvimento da Palavra

O valor incomparável de Cristo

A passagem de revela o diálogo entre a Sulamita e as filhas de Jerusalém, onde a intensidade do amor pelo amado é questionada e, em seguida, exaltada. A experiência da Sulamita, que enfrenta dificuldades e até violência por buscar o amado, ilustra a profundidade do amor que não se abala diante das adversidades. A pergunta central ecoa: “Você já desfalheceu de amor pelo Senhor?”. Essa questão leva à reflexão sobre o grau de intensidade do amor por Cristo, se ele é apenas conhecido de ouvir falar ou se já foi experimentado de forma tão profunda que se torna impossível não falar dele.

As filhas de Jerusalém questionam o que há de especial no amado da Sulamita, e a resposta é detalhada, cheia de admiração e apreciação. Cada virtude, cada característica é exaltada, mostrando que o amado é “o mais distinguido entre dez mil”, totalmente desejável, totalmente amável. Essa resposta serve de modelo para a resposta que se deve dar sobre Cristo: não se trata de algo a mais, mas de tudo. Cristo é o tudo, o amor dos amores, aquele que permanece mesmo quando todos os outros amores falham.

Cristo acima de todas as coisas

A ministração destaca que, mesmo que todas as riquezas, bens ou até mesmo o amor humano faltem, Cristo permanece como o suficiente e o supremo. Não há nada neste mundo que possa substituir ou se comparar ao valor de Jesus. O coração é chamado a responder com amor genuíno, com apreciação verdadeira, reconhecendo que a presença de Cristo é o maior dom de Deus. Não se está reunido por outro motivo senão o amor por Ele.

A ênfase recai sobre a totalidade do dom de Deus: “Ele não nos deu o melhor, ele nos deu tudo. O seu tudo está em Cristo.” Essa afirmação conduz à adoração e à consagração da boca para falar da grandeza, do amor e da pessoa de Jesus. A resposta esperada é de louvor, de reconhecimento e de entrega, pois Cristo é o verdadeiro Deus e a vida eterna. O chamado é para que cada um tenha algo belo a dizer ao Senhor, fruto de um relacionamento real e profundo.

Nossa resposta ao Senhor

A resposta ao Senhor é de gratidão, louvor e consagração. O coração é convidado a declarar, do fundo da alma, que Cristo é tudo, a reconhecer sua grandeza e a dedicar palavras de amor e adoração a Ele. A boca deve ser consagrada para falar do que Ele é, do seu amor e da sua glória.

Para guardar

  • Cristo é o tudo, o amor dos amores, insubstituível em qualquer circunstância.
  • A verdadeira apreciação por Jesus nasce de um relacionamento real e profundo.
  • A boca e o coração devem ser consagrados para exaltar a grandeza de Cristo.